O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse, na manhã desta segunda-feira (11), que o governo mantém a decisão de executar os leilões de concessões de ativos no setor de infraestrutura previstos para este ano.
Segundo o ministro, o andamento dos processos segue o cronograma estabelecido e há condições para que os certames ocorram no prazo, mesmo com a pandemia da Covid-19. Freitas participou, por videoconferência, de reunião com investidores do Grupo GRI, que debateu os desafios e os efeitos da crise do Coronavírus no setor.
Na ocasião, o ministro ressaltou que o cronograma para concessão dos ativos de infraestrutura segue o seu curso normal, apesar da crise causada pela pandemia. Até 2022, serão concedidos projetos que demandarão mais de R$ 239 bilhões em investimentos privados ao longo dos próximos 30 anos. “Não paramos nenhuma atividade dos nossos projetos de concessão, esses primeiros leilões serão importantíssimos para afastar essa nuvem de incerteza do setor. Estamos trabalhando para que no dia 28 de agosto aconteça o primeiro leilão”, explicou Freitas.
No ultimo dia 07 de janeiro, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) propôs ao presidente Jair Bolsonaro a inclusão do trecho de 1.135 quilômetros da BR-155/158, que liga os Estados de Mato Grosso e Pará, na relação de projetos prioritários de concessão, parcerias com o setor privado (PPPs) e privatizações. A proposta de qualificação do projeto consta em resolução do PPI, foi publicada na edição do “Diário Oficial da União”. O conselho do PPI, é formado por ministros do governo, prevê a conclusão dos estudos no primeiro semestre de 2021 e a “licitação para a contratação de novas concessões” no segundo semestre de 2022.
MEDIDAS DE RECUPERAÇÃO – O ministro falou sobre as ações da pasta para mitigação dos impactos da pandemia no setor desde o início da crise. Ele citou a operação de apoio ao Ministério da Saúde, em especial a logística de importação de EPIs e a construção de hospitais de campanha; a criação do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans) para articulação com governos estaduais para manter a logística funcionando; a Medida Provisória do setor aéreo e outra portuária para garantir o funcionamento e portos e aeroportos; bem como a continuação de importantes obras rodoviárias no país.
Autor: AMZ Noticias com Assessoria