Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Com o apoio da Emater, piscicultura em São Félix do Xingu cresce 15% ao ano




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Reduto de pecuária, o município de São Felix do Xingu, no sudeste paraense, está abrindo espaço para a piscicultura. De acordo com estimativas do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), considerando-se a última década, criar peixes em cativeiro é uma atividade que vem crescendo cerca de 15% ao ano no município, com uma produção anual que próxima de 100 toneladas.

Atualmente, a Emater acompanha com regularidade o trabalho de 25 famílias piscicultoras. As espécies com que mais se trabalham são tambaqui e seus híbridos, piabanha, piau e pintado amazônico. “A trajetória é de evolução. No momento, é a grande aposta para a agricultura familiar. A atividade contribui com a segurança alimentar, com nutrição saudável, fora que apresenta ótimo faturamento”, comemora o técnico em aquicultura do escritório local da Emater, Marlos Peterle.  

Segundo Peterle, os principais desafios, ainda, são o alto custo com ração, a disponibilidade de maquinário para a implantação e mais acesso a crédito rural. A Fazenda Aliança, na região da Araraquara, é um exemplo. Os 100 hectares da propriedade, que antes se concentravam em gado selecionado para revenda (200 cabeças de touros caracu e matrizes nelore), há dois anos também passaram a sitiar um projeto da Emater de tanques escavados com peixe. Por ora, são oito tanques escavados com mais de mil tambaquis em 1 mil e 200 mª cada. A água é captada de uma nascente e mantida em reservatório.

“Começamos a investir em piscicultura como segunda renda. Estamos muito satisfeitos com os resultados. Para nós, que estamos na ponta, que moramos e trabalhamos na propriedade, que acreditamos no ‘agro’, produzir alimento, consumir o alimento que nós próprios produzimos, é uma grande conquista”, relata o agricultor Cidy Carlos de Oliveira,

Na despesca anterior, escalonada entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano, seis tanques renderam-lhe duas toneladas de pintado amazônico e três toneladas de tambaqui. Descontando-se o consumo pela família, a produção foi toda vendida abatida e fresca, sem gelo, para peixarias do município (espécie de “açougues” de peixe), com lucro de 100%.

Este ano, pois, a área de cultivo já foi expandida de seis para oito tanques, com produção estimada em no mínimo oito toneladas. Em agosto, o produtor pretende acrescentar mais três tanques. A escolha para apenas tambaqui se deu pela maior aceitação no mercado imediato. Em breve "Quero aumentar ao máximo o potencial da piscicultura", diz ele.


Autor: AMZ Noticias com Aline Miranda


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