“Chega de enrolação". É o que dizia uma das lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enquanto as camponesas ocupavam a sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no CPA, em Cuiabá (MT), onde vão ficar acampadas durante a semana que marca o Dia Internacional da Mulher – 8 de março.
Isso depois de uma marcha de cerca de 2 quilômetros entre a Igreja Sagrada Família, no bairro Carumbé, e o INCRA. O prédio começou a ser abandonado pelos servidores federais, a medida que as militantes, com seus enormes chapéus e lenços de chita, entravam pelos corredores, muito suadas e queimadas pelo sol forte.
Havia muitas crianças também, acompanhando as mães. As mulheres do MST querem, mais do que a pauta história do movimento, que é a reforma agrária. Querem crédito em nome delas, posto de saúde na roça e educação rural de qualidade. Ficou assegurada para amanhã às 8h uma audiência com o superintendente do INCRA, Valdir Barranco.
Vai depender disse a desocupação do órgão, “Se ficar somente na conversa, elas não vão sair” dia a coordenação. O Movimento tenta ainda marcar audiências com o Governo do Estado e secretários de Saúde, Ciência e Tecnologia, Saúde e Agricultura.
Autor: Keka Werneck - Jornal da Noticia