Administrar um dos menores e mais longínquos municípios de Mato Grosso, tem sido a tarefa do prefeito Marcos Sá (PSB), frente ao município de Santa Cruz do Xingu, na região norte Araguaia.
Alem do grande desafio de atrair novos investimentos econômicos para o município, que surgiu de um projeto desenvolvimentista de produção agrícola na década de 80, numa das terras mais férteis da região, o novo prefeito vem enfrentando um novo problema.
De acordo com informações obtidas pelo Jornal da Noticia existe um estudo pra a criação de uma Terra Indígena dentro da área do município, que tambem podera anexar uma parte do municipio de Vila Rica, assunto que esta causando preocupação a população local tendo em vista o recente caso da Suia Missu.
Preocupado com a situação o prefeito se reuniu nesta quarta feira dia 03/04, em audiência com Ministro da Justiça Dr. José Eduardo Cardoso em Brasília, acompanhado do Deputado Federal Nilson Leitão, e membros da Frente Parlamentar da Agricultura e Comissão da Amazônia para discutir o assunto.
Segundo dados oficiais apresentados pelo deputado na reunião, o estado de Mato Grosso possui atualmente cerca de 76 pontos sob análise para possível ampliação de áreas indígenas. “Estamos em um nível desleal de disputa. A falta de diálogo, principalmente por parte da FUNAI, que tem sido desumana, tem causado danos irreversíveis à população”, diz Leitão.
Na última segunda-feira, dia 1, aconteceu em Juína/MT uma audiência promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso onde discutiram os planos da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em ampliar os limites da Terra Indígena Enawenê-Nawê cuja demarcação deve atingir uma área de 600 mil hectares, avançando sobre os municípios de Brasnorte, Sapezal e Juína.
Segundo Leitão o que precisa ser estipulado são critérios que delimitem as demarcações. “Não somos contra o povo indígena, mas somos a favor de um estudo coerente, com critérios, que determine o que de direito pertence ao índio e o que pertence aos não-índios. Não é correto que a FUNAI decida aleatoriamente aonde vai haver demarcações”, disse Leitão.
De acordo com Cardozo, as questões levantadas pelos parlamentares são de extrema importância e é preciso uma ação rápida. A sugestão do ministro é que se crie, inicialmente, uma comissão informal composta pelos deputados para debater o Projeto de Lei n° 277. Simultaneamente, o ministro irá buscar junto ao Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que suspenda por um ano as demarcações para que o assunto possa ser debatido com maior clareza podendo chegar a uma solução que ponha fim aos conflitos.
Autor: Carolina Alves- Jornal da Noticia