Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado é afastado após criticar Ministério Publico




COMPARTILHE

O delegado Flávio Stringueta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), foi afastado do cargo, nesta segunda-feira (1º), pela Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil, ao que tudo indica, após criticar o Ministério Publico Estadual (MPE) em um artigo de opinião publicado no fim de semana.

O artigo repercutiu não só no meio jurídico como também entre os formadores de opinião. Apesar do conteúdo do texto ser de cunho pessoal, ele teria sido questionado perante o argumento de que a ação seria para manter um bom relacionamento com o MPE e, por isso, a melhor opção seria afastá-lo de suas funções. A decisão surpreendeu também alguns delegados. De acordo com seus colegas de profissão, mesmo que Flávio tenha exagerado em expor suas ideias, não é necessário tomar tal atitude.  

Nossa reportagem procurou o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Mederval, para conversar sobre o assunto, porém ele afirmou que não há nada oficial e que a decisão do afastamento é feito por uma cúpula da PJC, que no caso é o Conselho Superior de Polícia (CSP), e não apenas por uma pessoa. Ainda no domingo (28), um dia após o artigo de Stringuenta ser publicado, a Diretoria Geral da Polícia Civil afirmou, por meio de nota, que não compactua com as declarações do delegado.

No artigo, o delegado faz menção ao fato do Ministério Público Estadual comprar 400 aparelhos smartphones por R$ 2.232 milhões. Só para Iphone serão gastos R$ 1.683 milhão."Semanas atrás, o Brasil inteiro foi surpreendido com várias publicações dizendo que o nosso MPE/MT, cada promotor de "justiça", receberia um smartphone de última geração (...)", disse. Leia AQUI o Artigo

"Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena. Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou", continuou em seu texto.

Stringueta ainda questionou o fato de que professores não recebem os mesmos benefícios para ensinar a futura geração. "Por que, nobres representantes do MPE MT, os professores não receberam equipamentos mínimos para instruírem seus filhos? Por que nenhum de vocês se insurgiu contra o poder público para exigir algo parecido para a instrução dos seus filhos e dos demais estudantes do nosso estado? Vocês acham que foram, e são, éticos?".

O delegado ainda afirmou que a instituição seria imoral e de que não teria medo de possíveis processos. "E acrescento: não existe instituição mais imoral que o MPE/MT que o nosso, que senta na própria moralidade e fala das ilegalidades das outras instituições. Serei processado por isso. Eu sei. E até espero que sim. Pois, assim. Poderei abrir as entranhas desse instituição MPE e, por consequência, talvez, o judiciário".  Leia o artigo completo aqui 

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA POLÍCIA CIVIL - "A Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso esclarece que não compactua com as declarações emitidas pelo delegado Flávio Henrique Stringueta em artigo divulgado na imprensa, onde tece comentários e críticas ao Ministério Público Estadual e ao Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

A Polícia Civil esclarece que o artigo e as matérias consequentemente repercutidas sobre a publicação refletem exclusivamente a manifestação pessoal do delegado e tais opiniões não expressam correlação com as ideias e valores da direção da Polícia Civil em relação ao Ministério Público Estadual e ao Judiciário mato-grossense.

Finalmente, destacamos que o MPE e o Poder Judiciário têm sido grandes parceiros da Polícia Civil de Mato Grosso, com contribuição efetiva em ações de valores inestimáveis ao fortalecimento, estruturação e modernização da instituição, a fim de que os serviços essenciais de investigação criminal e acolhimento de vítimas possam ser continuamente prestados com a melhor qualidade à sociedade mato-grossense. Atenciosamente, Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso - Cuiabá, 28 de fevereiro de 2021"


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias