A polícia civil prendeu na terça-feira, dia 14/05 um casal suspeito da morte do agente prisional Idelmam Bezerra Braga, 27, ocorrida no dia 13/05, à noite em um milharal no loteamento novo próximo ao bairro Parque das Américas, antigo Venturini. Braga foi encontrado no meio do milharal por trabalhadores. Ao contrário do que foi informado à imprensa, ele morreu após ser golpeado com o capacete e a própria arma.
O suspeito confessou o crime à polícia e apresentou uma versão bastante curiosa. Ele disse que tinha ido encontrar com uma mulher no milharal e no meio do relacionamento íntimo o casal foi surpreendido pelo agente prisional. “Mediante grave ameaça teria assistido um pouco da situação, depois estuprou a mulher, mediante grave ameaça e emprego de arma de fogo, e depois mandou que o seu Elói (acusado) continuasse as relações com a mulher”, explicou o delegado Marcelo Torhacs, que investiga o assassinato.
Temendo ser alvejado, o casal partiu pra cima de Idelmam. No confronto, o acusado foi atingido por um disparo na perna, enquanto o agente prisional levou dois tiros. A mulher desferiu um golpe de capacete na cabeça do agente prisional, causando um desmaio. “Se tivesse ido até aí, o fato seria justificado, juridicamente falando. O fato é que, temendo ser perseguido pelo agente prisional, eles resolveram matá-lo”, informou o delegado.
O agente recebeu diversos golpes desferidos pela dupla, que usou a pistola e o capacete da vítima, desferindo seu rosto.
Antes de deixar o local, o acusado deixou um comprovante de pagamento de uma empresa em seu nome, o que acabou ligando sua pessoa à morte do agente.
“A grande coisa a ser respondida é: o que o agente prisional veio fazer ali, se ele estava a pedido de alguém, fazendo uma investigação particular ou ele tinha alguma coisa com essa senhora Jurema. É um detalhe que está faltando”, declarou o delegado municipal.
No final da tarde, o acusado foi levado ao local do crime onde detalhou como ocorreu a chegada do agente, que deixou a motocicleta alguns metros distante de onde foi encontrado morto. Esse tipo de procedimento, segundo o delegado, ajudou a esclarecer como ocorreram os fatos. “Foi uma reprodução simulada informal, foi pra entender a dinâmica de como aconteceu”, explicou, dizendo que falta esclarecer os motivos que levaram o agente ao local.
Crime forjado
Para despistar a polícia sobre o disparo recebido na perna, Eloi Hofmann, o acusado, forjou uma tentativa de roubo. Ele registrou um boletim de ocorrência dizendo que voltava para casa de moto quando foi abordado por uma dupla armada e que entrou em luta corporal, sendo alvejado na perna. De acordo com o delegado, o homem cometeu crime de comunicação falsa de crime. “Foi outro crime”, destacou.
O casal chegou ao ‘matinho do som’ por volta das 20 horas, de moto. Apesar de o local ter esse ‘apelido’ pelas constantes festas movidas por som automotivo, não havia movimentação no local na noite desta segunda-feira. O crime ocorreu por volta de 20hrs30.
Enterro
Idelmam Bezerra Braga era do Maranhão e vivia com a amasia em Lucas do Rio Verde. O corpo do mesmo deve ser encaminhado ao seu Estado para ser velado e enterrado próximo dos familiares.
Autor: Expresso MT