Para quem transita pela MT 322 a antiga BR 080, sabe que no km 240 vai ter que enfrentar a travessia do Rio Xingu com cerca de 3 mil metros de comprimento de uma margem na outra e, é feita por uma balsa antiga comandada pelos próprios indígenas que vivem no Parque Nacional do Xingu, já que o rio fica dentro da maior reserva indígena do país.
Porém o que tem gerado muita indignação principalmente aos produtores e caminhoneiros é que de uns dias para cá com a cheia do rio e o desgaste da balsa, tem gerado muitos acidentes, somente neste mês já foram três acidente com grandes prejuízos.
No início do mês um caminhão boiadeiro caiu no rio quando estava saindo da balsa, cerca de 12 cabeças de gado morreram devido o acidente, segundo informações a balsa ao chegar na margem do rio e firmar no barranco acabou cedendo com o peso do veículo vindo a se afastar da margem fazendo com que o caminhão caísse dentro da água.
Outro acidente aconteceu há poucos dias quando um caminhão graneleiro também caiu dentro do rio Xingu, o Deputado Estadual Baiano Filho (PMDB) chegou a solicitar ajuda do Consórcio Norte Araguaia de Máquinas e foram enviadas uma pá carregadeira e um caminhão caçamba para fazer algumas obras nas margens do rio e evitar acidentes.
Outro acidente aconteceu nesta terça-feira (21/05) quando um caminhão carregado de milho a granel acabou caindo da mesma maneira dentro do rio, com o impacto as tampas se abriram jogando parte da carga no rio, um prejuízo muito grande.
Para fazer a ligação entre o Norte Araguaia e o Nortão por um percurso mais curto essa é a única via possível de acesso, sendo a MT 322 passando pela única balsa do Rio Xingu, se for feita à volta por fora à quilometragem fica o dobro quando não o triplo para chegar ao destino final, o que encarece muito no frete, por isso os caminhoneiros tem arriscado muitas das vezes a vida para passarem pela balsa do rio Xingu.
Não existe nenhuma proposta de ponte sobre o Rio Xingu, devido ele estar dentro de uma reserva indígena, a travessia de carros é cobrada pelos próprios índios e variam de R$ 50,00 para carros de passeios a R$ 200,00 para caminhões, porém a travessia não tem nenhuma segurança e os prejuízos são dos próprios caminhoneiros e donos de cargas.
Autor: Olhar 21 com Leandro Lima