Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Justiça revoga prisão de militares acusados do desaparecimento de jovem em Xinguara




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O Tribunal de Justiça do estado do Pará (TJPA), através da Vara Unica da Justiça Militar, despachado pelo juiz Lucas do Carmo de Jesus - revogou a prisão preventiva dos acusados André Pinto da Silva, Dionatan João Neves Pantoja, Wagner Braga Almeida e Ismael Noia Vieira, ambos cabos da Polícia Militar, atuantes em Xinguara.

No pedido de revogação da prisão a defesa alegou que os acusados não registram antecedentes criminais, possuem trabalho e endereço fixo.  A revogação da prisão foi decretada, mas com a seguintes medidas cautelares impostas: Eles ficam os acusados proibidos de frequentar bares, boates, casas dançantes, festas ou locais congêneres.

Tambem ficam os acusados proibidos de manter contato com os familiares da vítima e testemunhas do processo, salvo, quanto a estas, as que forem arroladas exclusivamente pela defesa, mantendo distância mínima de 200 (duzentos) metros;

Os acusados tambem estão obrigados a se recolherem em seus domicílios no período noturno, entre 20h e 6h do dia seguinte, e nos dias em que não estiverem exercendo atividade na corporação e deverão os acusados ficar afastados do policiamento ostensivo e prestar serviço interno no quartel onde estão lotados alem de estarem proibidos de possuir ou portar armas, da corporação ou particular.

Entenda o caso: Os quatro policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de um jovem no município de Xinguara, sul do Pará. A vítima foi vista pela última vez em fevereiro. Uma câmera de segurança mostra o momento em que o homem passa em uma moto por uma rua de Xinguara, e logo depois é seguido por um carro onde, segundo as investigações, estavam os quatro policiais. O motivo do crime cometido pelos policiais foi que o adolescente andava empinando a roda dianteira de uma motocicleta, pelas ruas da cidade.

O crime ganhou repercussão após a mãe do adolescente ter buscado ajuda da Anistia Internacional, que mobilizou diversas instituições e conseguiu levar a julgamento os policiais. Os agentes foram indiciados por sequestro e tortura. A promotoria militar instaurou um inquérito policial para apurar o caso. Os quatro suspeitos estavam no presídio Anastácio das Neves, em Belém.


Autor: AMZ Noticias com Luis Pereira


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