Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

26 municípios do Tocantins têm chances de enfrentarem calor extremo até o fim século




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Um estudo realizado pela Fiocruz em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) trouxe um alerta de que 26 cidades do Tocantins correm risco de atingir calor extremo nas próximas décadas. O estudo aborda o desmatamento da floresta Amazônica e os efeitos das mudanças climáticas em todo país.

Os efeitos desse “estresse térmico” podem ser desastrosos para o meio ambiente e para saúde humana. "A nossa pergunta foi e se a Amazônia se tornasse em uma savana, por qualquer que seja o processo de mudanças climáticas ou por ação antrópica de desflorestamento. Isso impactaria os índices de calor, o impacto humano aonde? É um alerta que isso é um problema que pode e deve nos alcançar em um espaço muito anterior àquele antevisto para o fim do século", disse o pesquisador do INPE, Paulo Nobre.

De acordo com os pesquisadores, do total de 5.565 municípios brasileiros 16% devem ser atingidos - a maioria na região norte do país. Cerca de 30 milhões de pessoas poderão sofrer com enfraquecimento no sistema de resfriamento corporal, desidratação, exaustão e em casos mais graves o colapso das funções vitais.

A projeção é para 2100. Os 26 municípios com risco alto ou extremamente alto de impacto do calor na saúde da população são: Abreulândia; Araguacema; Arapoema; Bernardo Sayão; Caseara; Chapada de Areia; Couto Magalhães; Cristalándia; Crixás do Tocantins; Divinópolis do Tocantins; Dois Irmãos do Tocantins; Dueré; Fátima; Goianorte; Juarina; Lagoa da Confusão; Marianópolis do Tocantins; Monte Santo do Tocantins; Nova Rosalândia; Oliveira de Fátima; Paraíso do Tocantins; Pau D'Arco; Pequizeiro; Puim; Pugmil e Santa Rita do Tocantins.

Os efeitos combinados do desmatamento e das mudanças climáticas no Brasil estão sendo relatados com base em dados observacionais desde 2003. Várias áreas da economia podem ser impactadas com a redução da produtividade, como é o caso do agronegócio da produção de grãos, mas dá tempo de reverter tudo isso.

Nobre disse ainda que "A região norte vai ser a região onde esse efeito da diminuição da quantidade de água disponível no solo faz com que a temperatura máxima atinja valores extremos, afetando a saúde humana".

O pesquisador conclui ainda que "A floresta funcionando, a floresta integral, ela é necessária para o futuro de toda a sociedade e, portanto, deve ser olhada por toda a sociedade, por todas as forças econômicas, políticas e sociais que regem o comportamento social". 


Autor: Redação AMZ Noticias


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