O engenheiro Agrônomo da Vale Assessoria em Confresa, Cleiton Lima em entrevista ao Olhar 21, disse que é preocupante a presença da ferrugem asiática nas lavouras de soja da Suiá Missú, segundo ele é preciso eliminar o fungo, e que com o fogo, determinado pela justiça possivelmente eliminará grande parte do perigo, mas acredita ainda que poderia ser feita a colheita para ração da oleaginosa que está na área, mas que é sim preciso fazer o controle sanitário para evitar problemas no futuro.
O que é a ferrugem asiática?
Cleiton Lima: A ferrugem asiática como é conhecida também como ferrugem da soja é uma doença causada por um fungo denominado Phakopsora pachyrhizi. Originado da China e constatado pela primeira vez no continente americano no Paraguai em 2001 alguns meses depois no oeste do Paraná. Foi rápida sua expansão pelas lavouras brasileiras e hoje constatada a existência da doença na região do Araguaia o que deixa produtores da região em alerta com a ocorrência da mesma.
Como se desenvolve o fungo?
Cleiton Lima: Fatores climáticos favorecem o desenvolvimento do fungo e com a ocorrência de algumas chuvas e tempo nublado na região há uns dias atrás pode favorecer a desenvolvimento da doença. Por se tratar de segurança sanitária a presença de soja “guaxa” (plantas que nascem a partir de grãos perdidos que estão presentes na lavoura), preocupa, pois o fungo é uma parasita obrigatória, ou seja, precisa de um hospedeiro para sobreviver, tem um ciclo que vai de cinco a dez dias, isto é, multiplica-se rapidamente.
O que deve ser feito para evitar a propagação do fungo?
Cleiton Lima: Portanto o procedimento tomado para eliminação dessa soja é essencial, para que venha eliminar essas plantas voluntárias que são hospedeiras para não permiti que o fungo da ferrugem sobreviva e que venha causar danos ás lavouras das regiões vizinhas.
Autor: Leandro Lima com Olhar 21