S�bado, 25 de Julho de 2026

Jayme Campos diz que “Se o meu partido caminhar com Sérgio Moro, peço licença ou me desfilio”




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O senador Jayme Campos (DEM) afirmou que, se após a Justiça Eleitoral homologar a criação do União Brasil – fusão do seu partido com o PSL –, a legenda decidir caminhar junto com a pré-candidatura do ex-juiz federal Sérgio Moro (Podemos) à presidência da República, ele pedirá licença ou se desfiliará.

A declaração foi dada na segunda-feira (1º), ao ser questionado sobre uma possível ida de Moro ao União Brasil ou aliança com o Podemos, atual agremiação do ex-juiz.

“A homologação está prevista para o dia 10 de fevereiro e só aí teremos conhecimento se de fato há algum encaminhamento concreto sobre isso. Em política, tudo é possível”, disse.

“Mas já disse e reitero: se o DEM for caminhar com ele, apoiando ou ele indo para o DEM, eu não voto nele. Eu peço licença do partido ou me desfilio”, acrescentou. Segundo Jayme, o principal problema de Moro foram as ações enquanto esteve à frente da Lava Jato. Para o senador, Moro usou o cargo para ascender politicamente até chegar ao objetivo final: a candidatura à presidência.

O senador afirmou que, por conta das ações de Moro contra grandes construtoras do país, cinco milhões de pessoas perderam seus empregos e o Brasil se tornou “refém de empresas internacionais para fazer construções no país”.

“Acabou-se com o quadro de técnicos altamente preparados. O que me surpreendeu muito e eu não concordo com ele, é que todas as ações que moveu, o STF [Supremo Tribunal Federal] jogou na lata do lixo”, disse.

“Ele demonstrou que estava fazendo um jogo político, tanto é que saiu da magistratura e foi ser ministro da Justiça do [presidente Jair] Bolsonaro. Não satisfeito, traiu Bolsonaro e lançou sua candidatura à presidência da República. Não é sério um cara desses”, criticou.

Alfinetada - Usando o ex-ministro como exemplo, Jayme ainda alfinetou políticos de Mato Grosso que também deixaram suas carreiras na magistratura ou no Ministério Público para encarar as urnas. “Se você fizer uma avaliação, esse negócio de ser ‘Sérgio Moro, o grande homem desse país, aquele que prende’ virou pó. Usou o cargo como alguns usaram aqui em Mato Grosso”, disse.

Sem citar nomes, apenas os locais onde atuaram, Jayme citou as histórias da ex-juíza Selma Arruda, que foi eleita ao Senado e teve o mandato cassado; o ex-juiz federal Julier Sebastião (PT), que foi candidato por mais de uma vez, sem sucesso; e do ex-governador Pedro Taques (SD), que foi procurador no Ministério Público Federal, se envolveu no escândalo dos grampos e não se reelegeu.

“Tem três aqui que foram candidatos. Onde foram parar? Um foi derrotado. O que não foi derrotado na eleição e foi eleito, numa segunda vez foi enterrado. O outro que ganhou prendendo gente, foi cassado com caixa 2”, afirmou.

 

“O falso arauto... Olha, quando as pessoas são arautos da moralidade, abre o olho. Deu no que deu. Um está enterrado, outro na UTI semimorto, outro correndo o risco de ser preso porque cometeu alguns ilícitos. Não aposto muito nesse tipo de gente, não”, concluiu.


Autor: AMZ Noticias com Mídia News


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