Médicos e acadêmicos de medicina do Estado de Mato Grosso, aderiram na quarta-feira, dia 03 de julho, a paralisação nacional da categoria, centenas de profissionais participarão do movimento, que teve como ápice a “invasão” da Assembleia Legislativa para cobrarem suas reivindicações.
As principais reivindicações, do "Dia Nacional de Mobilização", são melhorias de estrutura para as péssimas condições das unidades de saúde pública no país, eles também querem a Aprovação da lei do Ato Médico, e o Revalida Sim para revalidação do diploma de médicos estrangeiros que atuem ou venham a atuar no Pais.
Na sessão vespertina da Assembleia Legislativa, os médicos e estudantes de medicina protestaram contra as péssimas condições da saúde pública e contra a contratação de médicos estrangeiros, sem a revalidação do diploma.
Uma comissão de médicos composta por representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos de MT (Sindmed), Associação Médica de Mato Grosso, Academia de Medicina e a Sociedade de Especialidades Médicas encaminhou aos deputados documento solicitando a realização de uma audiência pública para ouvir sugestões da classe e debater medidas urgentes para a saúde pública do Estado.

De acordo com o presidente em exercício da Assembléia, deputado Romoaldo Junior (PMDB), uma cópia do documento será encaminhado para os 23 parlamentares para que tomem ciência das reivindicações. Ele informou ainda que no decorrer deste mês (julho), será realizada a audiência pública, conforme solicitado.
Por meio de faixas e cartazes, os manifestantes ressaltavam que no Brasil não há falta de médicos e, sim, falta de gestão em saúde. A concentração na capital aconteceu em frente à sede do CRM, passou pela Procuradoria-Geral de Justiça e seguiu até a secretaria de Saúde, com o desfecho na Assembleia.
Em entrevista ao Jornal da Noticia no dia 02 de julho, a médica residente do Hospital Geral de Cuiabá – HGU, e representante dos médicos residentes de Mato Grosso, Jacqueline De Marchi, disse que existem muitas informações trocadas sobre a opinião dos profissionais.
Sobre a cobrança das condições mínimas de trabalho, Jacqueline disse ao Jornal da Noticia que é necessária uma política de estruturação das unidades de saúde do SUS, pois em muitos locais, o médico conta apenas com o estetoscópio como ferramenta de trabalho e a coragem para salvar vidas.
Sobre a lei do ato médico, ela citou que a opinião dos profissionais é que as decisões a serem tomadas fiquem por conta dos médicos, já que eles acabam sendo responsabilizados pelas consequências.
Jacqueline De Marchi que entre as bandeiras da manifestação, esta a aprovação urgente da PEC 454, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê uma carreira de Estado para o médico (semelhante ao que ocorre no Judiciário), sendo este o único caminho para estimular a interiorização da assistência com a ida e fixação de médicos em áreas de difícil provimento, casos da região Norte Araguaia.

Sobre o Revalida Sim, De Marchi disse que os médicos brasileiros não são contra a importação dos profissionais, mas o que se cobra é que "os importados" passem pelos critérios de avaliação profissional, feito pelas unidades de formação de ensino do setor,(Universidades) com a revalidação de seus diplomas com critérios claros e rigorosos, conforme a prática mundial e o previsto na legislação vigente.
A médica afirmou ainda que a classe pretende incentivar a coleta de 1,5 milhão de assinaturas para tornar viável a apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde + 10, que prevê mínimo de 10% da receita bruta da União em investimentos na saúde.
Autor: Jornal da Noticia com Assessoria