A já longa série de Mapas da Violência, que existe desde 1998, trouxe dados nada animadores para Confresa, a maior cidade da região Norte Araguaia, ela é a única de Mato Grosso a figurar entre as 100 mais violentas do Brasil.
De acordo com os dados do Mapa da Violência - 2013 que trata o tema Homicídios e Juventude no Brasil, a violência no país está concentrada principalmente nas cidades do interior, onde o policiamento é sempre menor.
Confresa está 1.149 km da capital, próximo à divisa com o Pará, com mais de 20 mil habitantes, ela ocupa o 45º lugar no ranking das 100 cidades mais violentas do país.
O estudo também mostra que os homicídios em Cuiabá diminuíram 40,9%, enquanto no Estado de Mato Grosso a redução foi de 16%, a capital registrou 153 homicídios de jovens (18 a 25 anos); dez anos depois esse número caiu para 85, uma redução de 44,4%.
Em contraposição, a Região Centro Oeste é a que mais registra casos de mortes por causas “extremas e violentas”: 69,8%. Vem atrás da Região Sul (67,7%), Nordeste (66,9%), Norte (63,4%) e Sudeste (57%).
O estudo aponta também a violência está espalhada em diversas cidades das cinco regiões. “A situação da Região Centro Oeste é bem mais heterogênea. Goiânia apresentando um elevando crescimento: 100,9%, Brasília com crescimento mais moderado: 26,2% e quedas relativamente baixas em Campo Grande e Cuiabá.”
De acordo com o Mapa da Violência 2013, apresentado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), entre 2008 e 2010, quatro cidades de Mato Grosso figuraram na lista das mais violentas do Brasil: Colniza, Nova Bandeirantes, Várzea Grande e Comodoro.
O estudo, que é realizado desde 1998, pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, e levanta uma questão: “Será que avançamos?”
A taxa de homicídios da população total em 1996 era de 24,8 por 100 mil habitantes, em 2011cresceu para 27,1. De jovens, passou de 42,4 para 53,4. Também são evidenciadas as mortes no trânsito: em 96 era 22,6 e em 2011 passou para 23,2. As mortes juvenis passaram de 24,7 para 27,7. “Não parece haver muitos motivos para festejar, pelo contrário. A situação que já era inaceitável quando elaboramos o primeiro mapa, agravou-se ainda mais”, relata o estudo.
Os homicídios de mulheres representam 8% do total. Entre 1980 a 2011 houve um aumento anual de 4,6%. Em 2006 entra em vigor a Lei Maria da Penha, aumentado o rigor contra a violência contra a mulher, porém o estudo mostra que houve uma queda acentuada somente no primeiro ano. “A partir de 2008, as taxas tendem a subir novamente, recuperando e até superando níveis anteriores.”
Em Mato Grosso houve uma redução de 18,5% na morte de jovens do sexo feminino em relação a 2001. No geral, passa de 92 mortes em 2001 para 87 em 2011. Entre 2004 e 2006 houve uma queda acentuada: de 99 caiu para 71.
Veja aqui o Mapa da Violência.
Autor: Jornal da Noticia com Assessoria