S�bado, 25 de Julho de 2026

MCCE quer a suspensão de concurso da Assembleia MT e a troca de empresa




COMPARTILHE

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) quer a abertura do inquérito civil solicitando a suspensão do concurso anunciado pela Assembleia Legislativa (AL) e a alteração da empresa que aplicará as provas do certame. O movimento vai apresentar ao Ministério Público (MP) uma representação na tarde desta segunda-feira (22).

Segundo pedido do MCCE, a instauração de um inquérito é necessária devido à suspeita escolha do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) Cursos e Projetos para elaboração e aplicação das provas. O instituto não tem experiência na realização de concurso, conforme o MCCE. A OAB-MT pediu também semana passada a retificação do edital do concurso.

A prova está marcada para acontecer no dia 8 de setembro e prevê 430 vagas em cargos de níveis médio e superior, com salários variantes entre de R$ 2.286,22 e de R$ 6.057,93 para jornada de 30 horas semanais.

Além de não ter experiência, O MCCE aponta, ainda, que os cursos preparatórios Aprovando em Cuiabá e a União de Ensino Superior de Diamantino (UNED) são ligados ao IDP e essa proximidade poderia “privilegiar” os concurseiros vinculados aos cursos.

“Escolheram uma empresa desconhecida para preparar e aplicar as provas, um prazo relâmpago de quatro dias para inscrição, tudo cheirando mal!”, ressalta.

Assim, o movimento solicita a escolha de outra banca, preferencialmente com experiência em aplicações de provas no Estado, além de alterar o edital para excluir as leis do Estado do Mato Grosso do Sul, como estava previsto.

PATRIMÔNIO DO ESTADO

Conforme consta na representação, o MCCE quer “que seja instaurada ação civil pública para identificar as razões que levaram os deputados estaduais a aprovar a “incorporação” da UNED ao patrimônio do Estado de Mato Grosso (ao custo de 25 milhões de reais)”, aponta.

VEJA ÍNTEGRA DA REPRESENTAÇÃO DO MCCE

A UNED está sendo “incorporada” pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) por decisão da AL quando concordou em ampliar o orçamento da Unemat. Essas suspeitas sobre a IDP fazem com que o concurso possa se transformar em um “trem da alegria”, uma simulação para acomodar alguns assessores e cabos eleitorais de políticos pela via concursal, conforme Antonio Cavalcante Filho.

“Esse edital como está é um ato de improbidade. Essa banca não pode fazer as provas, nosso povo não merece esse tipo de tratamento da Assembleia Legislativa”, desabafa Antonio Cavalcante.

Outro ponto questionado pelo MCCE é o curto prazo para o pedido de isenção da taxa de pagamento e realização de inscrição.

O edital do concurso previa somente três dias para pedir a isenção e seis dias para completar a inscrição, inclusive um sábado e um domingo, bem como nega a possibilidade de realização de inscrições pessoalmente. Além disso, a previsão é que o resultado dos pedidos de isenção seja divulgado um dia depois de encerradas as inscrições.

"Seja instaurado inquérito civil público, notificada a AL/MT para que suspenda o certame e traga aos autos cópia integral do processo licitatório de escolha da banca IDP, a lista de servidores que mantém vínculos com a AL/MT, a justificativa pela escolha de uma banca alienígena e dizer o porquê adotou o processo de inscrição por somente uma semana e não as recebe também presencialmente", descreve trecho do documento.


Autor: HiperNoticias


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias