Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Movimento radicaliza e os grevistas de Barra do Garças bloqueiam ponte




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Os grevistas da Saúde Publica da Prefeitura de Barra do Garças radicalizaram e resolveram fechar a ponte sobre o Rio Garças na divisa com Goias, na tarde do dia 24/07.

O protesto é para sensibilizar a população para a greve que ocorre na saúde municipal. O fechamento da ponte ocorreu na hora de mais movimentação do transito deixando um fila de carro e carreta  com uma extensão mais de três km nos dois lados

A Policia Militar este presente no local, mas não pode fazer nada porque a mobilização foi pacífica e a cada 10 minutos, o transito no local era liberado.

Os grevistas explicaram que a paralisação da ponte será uma rotina durante todo período de greve e sempre ocorrerá no horário de maior fluxo de transito.

Em greve desde o dia 2 de julho, os profissionais da saúde de Barra do Garças tentam entrar em acordo com o prefeito Beto Farias (PSD) para receber aditivos que, teoricamente, já seriam garantidos por lei: 25% de adicional noturno e insalubridade.

Os direitos não são cumpridos desde a gestão do ex-prefeito Wanderlei Farias (PR), que pela prática não recebeu nem “puxão de orelha” do TCE. Atualmente, a prefeitura paga 10% de adicional noturno, mesmo percentual que era disponibilizado pelo republicano.

Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Barra do Garças e Região (Sintesbre) tenta há cinco anos, na Justiça, garantir o pagamento, mas o processo só foi analisado em maio passado.

Ele recebeu parecer favorável em primeira instância e o prefeito recorreu. Essa é a primeira Vez que a categoria entra em greve no município e a adesão ainda não é maciça.

Conforme a diretora de saúde e segurança do trabalho do SINTESBRE, Técnica de Enfermagem, Maria Jaira da Silva, a adesão à greve é de 50% dos funcionários do Pronto-Socorro, 30% de médicos, 30% de enfermeiros e demais servidores. Os postos de saúde só estão abertos para prestar esclarecimento e mandar para o pronto-socorro casos urgentes. Segundo o SINTESBRE, o prefeito nega e garante que a saúde na cidade, que é polo, está funcionando normalmente.

Além de adicional noturno e insalubridade, os grevistas querem correção de inflação de 6,95%, que também é garantido por lei anualmente. A categoria aceita dividir em três vezes (2%, 2% e 2,95%). Beto afirma que não tem como atender, pois ultrapassaria o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para folha de pagamento. Os manifestantes também querem revisão do PCCS.

Como o sindicato representa todos os profissionais que trabalham nos estabelecimentos de saúde, os salários hoje vão de R$ 678, dos funcionais da limpeza, maqueiros, cozinheiros, até R$ 4 mil de odontólogos e médicos.


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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