O provérbio “é melhor você ficar calado e os outros pensarem que você é um idiota, do que você abrir a boca e todos terem certeza” parece ter caído como uma luva, em uma declaração do atual prefeito do município de Campinápolis, na região do médio Araguaia, Jeovan Faria (PSB), ao portal G1.
Segundo a matéria de nivel nacional, o prefeito Jeovan Faria afirmou que uma das principais razões para a péssima colocação é clara, mais de 50% da população do município é indígena, mas na mesma entrevista ele assume que 70% do orçamento da Prefeitura está comprometido com o pagamento de pessoal.
Justificar o baixo IDH do município, dizendo que a culpa é de um determinado grupo étnico, comprova a falta de capacidade de políticas publicas para envolver a população local, já que outros municípios com grande população indígena no estado, ocupam altos índices de IDH, como por exemplo a cidade de Campo Novo de Parecis.
Veja trechos da matéria do portal G1
Dentre os fatores que levam cidades mato-grossenses a amargarem péssimas colocações no levantamento deste ano do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – estudo divulgado na segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – estão processos de estagnação econômica, presença de índios atendidos por serviços precários do governo federal e analfabetismo a níveis absurdos.
Pelo menos estas são parte das razões apontadas pelo Prefeito de Campinápolis para o mau desempenho no ranking divulgado nesta segunda-feira do “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013”. O IDH é um dos indicadores mais utilizados para se medir a qualidade de vida de uma determinada população.
No estudo agora divulgado, o IDH foi calculado com base em dados do Censo de 2010 em três grandes eixos: educação, longevidade e renda, os quais geram um número de 0 (pior desempenho) a 1 (melhor desempenho).
No Brasil, a melhor nota obtida por um município foi 0,862 (São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo-SP) e a pior foi 0,418 (Melgaço, município do estado do Pará). Em Mato Grosso, a pior colocação ficou com o município de Campinápolis, localizado a 565 km da capital.
Com 14.305 habitantes, a cidade que já foi distrito de Nova Xavantina amargou nota de 0,538. Para o prefeito Jeovan Faria (PSB), uma das principais razões para a péssima colocação é clara: mais de 50% da população do município é indígena.
Indígenas em Campinápolis
Como esses quase 8 mil habitantes, majoritariamente da etnia xavante, pouco se inserem ativamente na economia local, acabam tendo peso negativo nos números que medem a renda média no município, movimentado essencialmente pela pecuária de corte e leite.
O grande contingente indígena também “puxa para baixo” o desempenho local no IDH dentro do quesito educação e longevidade, pois estes habitantes, diz Faria, são pouco alfabetizados e recebem assistência em saúde de maneira precária por parte do governo federal – principal responsável pelo serviço de saúde indígena.
“Na realidade, eles passam fome”, resume o prefeito, que também se vê em situação delicada quanto à capacidade de investimento do município em qualquer área: mais de 70% do orçamento da Prefeitura está comprometido com pagamento de pessoal.
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Autor: Jornal da Noticia com Assessoria