Um médico de 76 anos, vinculado a uma rede particular, foi preso em flagrante no sábado (11) por suspeita de cometer violência sexual contra uma paciente grávida, em Tucuruí, no sudeste do Pará. Segundo a Polícia Civil, a vítima, gestante de nove meses, fazia acompanhamento pré-natal e procurou a delegacia da cidade para denunciar o caso.
“A genitora, preocupada com a gestação, procurou atendimento médico em uma rede hospitalar particular de Tucuruí. Durante a consulta com o médico, ela foi informada de que o bebê estava bem e não precisava se preocupar. Em seguida, o suspeito pegou uma pomada e, sem o consentimento da vítima, passou a mão nas partes íntimas da mulher e, após, informou que iria fazer um procedimento", detalhou o delegado Thiago Mendes.
Ele continuou: "A ação criminosa consistiu em atos libidinosos que envolviam toques genitais e conjunção carnal sem o seu consentimento. De imediato, a paciente, após sair da unidade de saúde, procurou a Policia Civil e denunciou o caso”, relatou o delegado.
Após tomarem conhecimento do crime, os policiais iniciaram as diligências para localizar e prender o suspeito na própria residência. Já na delegacia, o homem recebeu voz de prisão e encontra-se à disposição da Justiça.Segundo a PC, a vítima será acompanhada por equipe multidisciplinar. Também foram requisitados exames sexológicos para coleta de indícios do crime.
Sobre o caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) esclareceu que efetivará todas as medidas legais previstas na lei nº 3.268/57 e nas Resoluções do Conselho Federal de Medicina, a fim de apurar o fato. O CRM-PA ressaltou que os procedimentos no âmbito dos conselhos de medicina tramitam sob sigilo, conforme artigo 1ºdo Código de Processo Ético Profissional.
Denúncia - A PC reforçou que qualquer tipo de violência ou abuso contra a mulher pode ser denunciado por meio do números 190 e 181, ou pelo aplicativo de mensagens da Iara, pelo número 91 98115-9181. Além disso, as denúncias também podem ser feitas diretamente nas delegacias especializadas no atendimento à mulher ou em qualquer unidade policial.
Autor: AMZ Noticias com Assessoria