Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Enquanto a justiça não decide, TelexFREE e BBom sofrem estrangulamento




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Os cerca de 1,2 milhão de brasileiros que mantêm negócios com a TelexFREE e a BBom, ambas acusadas pelo Ministério Público de praticar o crime de pirâmide financeira, têm mais um motivo para se preocupar: o bloqueio dos bens das empresas pode demorar ainda um ano, até que a justiça finalmente decida o futuro das duas.

Os participantes de TelexFree e BBom, que têm feito manifestações pelo país pedindo o desbloqueio dos bens das duas empresas, terão muito tempo para protestar.Segundo a procuradora Mariane Guimarães, do Ministério Público de Goiás, a decisão sobre a condenação dos sócios das empresas, acusados de formação de pirâmide financeira, deve sair num prazo mínimo de um ano.

Isso significa que dificilmente os bens das empresas serão desbloqueados antes de meados de 2014, enquanto isso os divulgadores ficam sem saber o que fazer.

"Sendo bem positiva, a decisão deve sair nesse prazo de um ano. Pode ser até mais", disse Mariane, que atua na força-tarefa criada pelo Ministério Público para dar conta dos crimes de pirâmide em todo país. Ela responde diretamente pelo processo da BBom com outros dois procuradores.

No momento, mais de 30 empresas são investigadas no Brasil apenas pelo Ministério Público.

Desde junho e julho, a TelexFREE e a BBom estão, respectivamente, proibidas de comercializar produtos, agregar vendedores à rede e pagar aos associados – isto  tem causado inúmeros protestos pelo país.

A previsão da procuradora significa que os bens ficariam bloqueados até meados de 2014, a não ser que as companhias consigam reverter às medidas judiciais, que têm hoje caráter preventivo.

O judiciário ainda “não decidiu, nem mesmo em primeira instância, se as duas de fato se mantém por um esquema financeiro insustentável”.

Enquanto a morosidade da justiça segue no caso, milhares de brasileiros ficam a mercê, por não saberem o que deve acontecer, fontes informam que na próxima segunda dia 12 de agosto, a justiça deve dar um rumo nas questões da Telexfree.

Mais uma na lista

Recentemente, a Priples também teve os bens bloqueados na Justiça.

Ela, assim como a TelexFREE e a BBom, alega praticar marketing multinível, esquema legal em que trazer novos filiados representa uma pequena ou ínfima proporção dos ganhos dos vendedores e da empresa, efetivamente mantida pela venda de produtos ou serviços.

Em entrevista à EXAME.com, a promotora que cuida diretamente do caso da TelexFREE no Acre, onde corre o processo, não quis fazer previsões sobre prazos.

“Sei que não será resolvido em pouco tempo. Isso depende também do judiciário e da parte contrária”, reconheceu Nicole Arnoldi, do MP-AC. Ela nega, porém, que o caso esteja tramitando lentamente, para desespero dos vendedores.

“Está sendo julgado de forma bem rápida. Em um mês, foram 10 recursos analisados pelo TJ do Acre”, afirmou à promotora.

Analisando a declaração da promotora, se em um mês foram julgados 10 processos, imaginem quantos anos levaram para serem julgados os processos, se caso todos os divulgadores das empresas resolverem acionar a justiça.

Porem depois da onda de ações de uma força-tarefa de promotores e procuradores do Ministério Público de diversos estados brasileiros, o Jornal da Noticia começou analisar o mercado e viu algo muito parecido com o esquema, é o jogo legalizado no Brasil, no caso as loterias, que vai ser tema de outra matéria de nossa produção.

Se as empresas BBOM, Telexfree e outras tantas cometem crime ao vender algo que segundo o MP não existe, e somente depois de um bom tempo no mercado é que as falhas são identificadas, "as loterias" não seriam algo parecido, onde milhares apostam na esperança de ganharem, porem com a certeza de perderem.


Autor: Redação - Jornal da Noticia


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