Um professor indígena da educação básica de General Carneiro (a 445 km de Cuiabá) foi exonerado pelo governo do Estado por conta da suspeita de ter abusado sexualmente de uma sobrinha que tinha 11 anos de idade à época, em 2014. A exoneração consta no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (24), assinada pelo governador Mauro Mendes (UB). Conforme a Polícia Civil, o indígena deu bebida alcoólica à sobrinha e a estuprou em seguida.
Segundo a publicação, a demissão do índigena, à época lotado na Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, foi a partir da conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investigou o ato do então servidor. O resultado do PAD foi ratificado pelo governador.
O indígena era diretor da escola localizada dentro da aldeia Meruri, onde vivia com duas esposas - a mãe e filha. Segundo a polícia, a vítima é sobrinha da primeira esposa e prima da atual mulher. Na época, o professor foi afastado de suas funções na escola pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e começou a prestar serviços administrativos na Seduc, em General Carneiro.
O ESTUPRO - De acordo com a Polícia Civil, o estupro teria sido cometido em setembro de 2014 pelo indígena da etnia Bororó, aos 44 anos de idade, contra a sobrinha de 11 anos à época. No entanto, ele foi preso apenas no dia 5 de novembro de 2015, após mandado de prisão preventina.
A mãe da criança denunciou o estupro, que foi confirmado por familiares. Segundo relatos da criança à polícia, o tio a convidou pra ir a uma festa em aldeia vizinha. Na ocasião, o indígena incentivou a sobrinha a ingerir bebida alcoólica, quando ela passou mal e adormeceu. Quando acordou, o tio estava estuprando a garota. Ela chegou a gritar, mas ele tampou sua boca e seguiu com a violência.
Autor: Redação AMZ Noticias