Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Família sepulta recém-nascido trocado em hospital de Parauapebas e polícia procura por outro bebê




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Após pensar que estava enterrando o filho recém-nascido, uma família descobriu que sepultou o corpo de outro bebê enganado, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Os pais suspeitam que o corpo, que era de uma menina, foi entregue enganado pelo necrotério do hospital municipal no lugar do filho.

Os dois recém-nascidos morreram no parto, segundo o Hospital Geral de Parauapebas (HGP). No entanto, apenas o corpo da menina foi sepultado. O paradeiro do corpo do menino, que nasceu prematuro de 6 meses, é investigado. 'Não sei se está vivo', diz a mãe de prematuro desaparecido. As duas famílias registraram boletim de ocorrência e Polícia Civil investiga o caso.

O nascimento do menino ocorreu no último domingo (4). A gravidez era de risco e, de acordo com os profissionais de saúde à mãe, ele nasceu prematuro e não sobreviveu ao parto."A minha sogra pediu para abrir o caixão, aí meu irmão tirou foto e me mandou. Quando ele chegou de lá, que ele foi ao hospital, falou: 'Achei muito grande o neném, achei diferente", relatou Débora Barata, a mãe do bebê.

Mesmo desconfiados, abalada, a família não concluiu que seria outro bebê o corpo do recém-nascido que foi sepultado. Na tarde da segunda-feira (5), após o enterro, a família foi informada pela funerária de que os corpos teriam sido trocados ainda no hospital. A mãe, que estava internada e não participou do sepultamento, contou que começou a receber várias ligações: "Você tá sabendo da confusão que tá tendo?", "Não tou sabendo de nada não", "O bebê que vocês enterram não foi o seu", disse.

Entre a tristeza da perda do filho e o sumiço do corpo, a família registrou um boletim de ocorrência. O caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Parauapebas. "Estou procurando meu filho, porque não sei se enterraram, se ainda está no hospital, porque um bebê de seis meses prematuro às vezes pegam para fazer estudos. Mas eu não sei se enterraram, se está vivo. Sei que eu saí de lá e eles falaram que o coraçãozinho dele tinha parado", completou Débora.

Já a mãe da criança enterrada por engano é da cidade de Eldorado dos Carajás, também no sudeste do estado. A mulher foi internada no hospital geral no mesmo dia em que Débora e deu à luz gêmeos, um casal, mas a menina morreu por complicações na hora do parto. A família da menina também fez um boletim de ocorrência.

A Polícia Civil deve ouvir as famílias e os servidores do hospital que estavam de plantão no dia da troca dos bebês. Imagens do hospital devem ser analisadas, assim como a exumação do corpo e os exames de perícia ao Instituto Médico Legal (IML)."Eu sinto demais, de noite eu choro. Procuro o Senhor: 'me mostra onde está essa criança', porque nós queremos saber. É uma vida", lamentou a sogra de Débora, a avó do bebê, Francisca Rogéria. Procurada pela reportagem da TV Liberal, a funerária disse apenas que vai se manifestar após ser notificados pela polícia.

A Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas comunicou que pediu a abertura de sindicância para apurar os fatos ocorridos na maternidade do hospital geral. A gestão municipal pontuou que os servidores envolvidos já foram identificados e afastados momentaneamente, e reafirmou o compromisso com a transparência e que prestará todas as informações necessárias às autoridades competentes e apoio aos familiares.


Autor: AMZ Noticias com G1


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