Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026

Dr. Eugênio participa do 25° Fórum dos Governadores da Amazônia Legal




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O deputado estadual Dr. Eugênio participou na manhã desta sexta-feira, dia 16 de junho, do 25° Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, evento que engloba as lideranças políticas e representantes dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Os participantes do evento foram recebidos pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. Durante o ato, os representantes tiveram a oportunidade de debater as políticas integradas dos Estados que compõem a Amazônia Legal, para formatação da "Carta de Cuiabá" que foi constituída através do protocolo de intenções dos Estados participantes, além da criação da Frente Parlamentar mista, envolvendo representantes do estados citados na Câmara Federal e Senado Federal.

Para o parlamentar que representa a região Araguaia de Mato Grosso, a união dos governadores dos nove estados amazônicos, em prol de um projeto para que a Amazônia seja tratada de forma sustentável e estratégica para o Brasil, é de suma importância e isso vai fortalecer o protagonismo, para que as lideranças de cada estado que integram o bioma possam defender a região. Ele também lembrou que a Carta de Cuiabá, foi elaborada em conjunto pelos participantes, sendo que documento confirma o posicionamento dos mesmos.

De acordo com a assessoria do Governo de Mato Grosso, "Os Estados continuarão executando ações para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida de cerca de 30 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, com investimentos em segurança, saúde, educação, no social e meio ambiente", diz trecho da carta, assinada pelos governadores Mauro Mendes (Mato Grosso), Helder Barbalho (Pará), Wilson Lima (Amazonas), Gladson Cameli (Acre), Antônio Denarium (Roraima) e Clécio Luis (Amapá); pelo vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves; e pelos secretários de Estado de Meio Ambiente Pedro Chagas (Maranhão) e Marcello Lelis (Tocantins).

Na carta, os representantes dos estados reforçaram que farão todos os esforços para garantir que os potenciais e riquezas naturais da Amazônia "possam ser aproveitados de maneira sustentável e garantindo a proteção da floresta", de forma a "gerar melhorias significativas à população desses Estados". "A Amazônia será tratada do ponto de vista estratégico para o Brasil, em todas as suas esferas: ambiental e de desenvolvimento sustentável e humano, dando voz às pessoas que vivem nessas localidades", consta em outro trecho.

Os governadores ainda reiteraram que "o protagonismo de defender a Amazônia será exercido por aqueles que de forma legitima representam os estados que integram esse bioma". A carta será enviada ao Governo Federal para compor o posicionamento do governo brasileiro na Cúpula da Amazônia, que será realizada em agosto em Belém (PA).

Leia a íntegra do posicionamento: Nós, os governadores dos estados da Amazônia Legal, reunidos neste dia 16 de junho de 2023, em Cuiabá/MT, durante o 25º Fórum dos Governadores, apresentamos à sociedade e ao Governo Federal as nossas deliberações e subsídios ao posicionamento brasileiro na Cúpula da Amazônia, a realizar-se em agosto de 2023, em Belém/PA, entre os países da Pan-Amazônia e membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA): Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, e Suriname.

Em atenção ao pacto federativo estabelecido pela Constituição Federal de 1988 e à atuação legal dos governos da Amazônia Legal em seus respectivos territórios, é essencial que o Governo Federal, em seu posicionamento para a Cúpula da Amazônia, leve em consideração o posicionamento conjunto dos nove estados consorciados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), que são objetos e agentes dos compromissos a serem estabelecidos, sobre temas relativos ao meio ambiente, segurança pública, direitos dos povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, crise climática, segurança energética e alimentar, produção com geração de emprego, renda e fomento a atividades que valorizem a floresta em pé. Veja a seguir a unidade dos governadores se manifesta em defesa dos interesses da Região Amazônica:

1. Os Estados continuarão executando ações para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida de cerca de 30 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, com investimentos em segurança, saúde, educação, no social e meio ambiente;
2. Estaremos envidando todos os esforços para garantir que os potenciais e riquezas naturais possam ser aproveitados de maneira sustentável e garantindo a proteção da floresta, para gerar melhorias significativas à população desses Estados;
3. A Amazônia será tratada do ponto de vista estratégico para o Brasil, em todas as suas esferas: ambiental e de desenvolvimento sustentável e humano, dando voz às pessoas que vivem nessas localidades;
4. O protagonismo de defender a Amazônia será exercido por aqueles que de forma legítima representam os estados que integram esse bioma.
5. Apoiamos a criação de uma Frente Parlamentar Mista da Amazônia Legal, para que os Senadores e Deputados Federais dos estados da Amazônia Legal possam atuar na defesa dos interesses comuns da região no Congresso Nacional.

Os governos nacionais e subnacionais Pan-Amazônicos, em especial os Governos Federal e estaduais da Amazônia Legal brasileira, agora têm local e data para apresentar ao mundo os resultados de suas políticas públicas e ações para a região. O anúncio da escolha de Belém/PA como anfitriã da COP-30 pela ONU nos abre uma janela de oportunidades que se encerrará em dezembro de 2025. É neste sentido que pactuamos a colaboração mútua e pré-competitiva, a fim de que possamos construir e compartilhar soluções para os desafios comuns.

Por isso, reivindicamos que as recomendações acima estejam representadas no posicionamento do Governo Federal durante a Cúpula, assim refletindo, de um lado, as nossas trajetórias, estratégias e colaborações; e, de outro, o empenho democrático que, seguramente, havemos de observar na articulação regional. Apenas pela atuação conjunta e estratégica poderemos viabilizar o combate à pobreza e o salto de desenvolvimento desejado para a região, impulsionado por uma economia sustentável que preserve o meio ambiente e contribua para a qualidade da vida na Terra.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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