A ariranha é um mamífero que habita, entre outras regiões, o Parque Estadual do Cantão (PEC) na região de Caseara. Para monitorar e proteger a espécie, equipes do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) fazem ações de monitoramento para a conservação com ajuda de armadilhas fotográficas e drones.
A ação aconteceu no último fim de semana e faz parte do Programa de Monitoramento e Conservação das Ariranhas (Pró-Ariranha). A iniciativa foi instituída em 2022 e ocorrerá ao longo de dez anos com o intuito de proteger a espécie, com quatro etapas anuais.
Também em 2022, expedições na região identificaram que animais da espécie estavam desaparecendo. As ariranhas são indicadoras ambientais porque só ficam em áreas onde a água e os peixes são de boa qualidade. Atualmente, cerca de 100 delas estão na região.De acordo com o Naturatins, as buscas acontecem em lago e rios e, recentemente, os pesquisadores encontraram sete grupos de ariranhas, sendo dois ainda não catalogados e uma espécie solitária.
A inspetora de recursos naturais do Naturatins, Aline Vilarinho explicou que os equipamentos ajudam a monitorar os animais nos lagos de difícil acesso, mapear novas tocas e monitorar as já existentes. “O intenso trânsito de embarcações, além de atrapalhar a rotina, contribuem para que as espécies evacuem de suas tocas e procurem por lugares tranquilos, com menor incidência do contato humano”, explicou.
Além das ações de registro das ariranhas, também faz parte do projeto orientar o turismo de pesca no Parque Estadual, para incentivar o uso sustentável dos recursos naturais. Isso porque foram encontrados indícios de rota de pesca predatória e recolhidos aproximadamente 500 metros de redes.
Autor: AMZ Noticias com G1