Servidores do setor de saúde e educação do município que se encontram em greve se organizam para uma manifestação conjunta para as 15 horas de segunda-feira (19), tendo como início uma concentração na porta da Prefeitura de Barra do Garças.
Segundo informações do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sintesbre) os manifestantes, logo depois da concentração saem em passeata por alguns ruas centrais da cidade até à Câmara de Vereadores, na rua Mato Grosso onde pretendem assentar acampamento em protesto à indiferença daquele Legislativo em relação ao movimento grevista no município.
A categoria da saúde reivindica a devolução em dinheiro do corte de ponto feito pelo prefeito Roberto Farias (PSD), à revelia da ordem judicial, insalubridade, PCCS, adicional noturno, entre outros.
Os educadores da rede municipal de educação exigem equiparação com piso nacional da categoria, de R$ 1.567 e melhores condições de trabalho.
VEREADORES
Os servidores em greve descobriram que a culpa pelo não atendimento a seus pedidos não recai somente aos ombros do prefeito Roberto Farias, mas também à maioria dos vereadores que lhes dão sustentação naquele Parlamento.
Numa conversa em Pontal do Araguaia entre um servidor da saúde de Barra do Garças e o vereador João Rodrigues (PSB), na tarde de ontem (16), Joãozinho, assim como é conhecido, disse ser contra a doação de dinheiro da Prefeitura para festas, “só este ano já foram mais de 500 mil”, disse ele, acrescentando que vota de acordo com sua cabeça e que até acamparia com os grevistas para mostrar sua independência.
O governo de Roberto Farias é dividido com o Partido dos Trabalhadores que tem como vice-prefeito o advogado Mauro Piauí e o líder do prefeito na Câmara, o vereador Odorico Ferreira Cardoso (professor Kiko/PT).
Até a presente data esse partido, que antes desfraldava bandeiras em movimentos dessa natureza, ainda não se pronunciou a respeito, deixando parte da população estupefata diante dessa indiferença que não é comum ao PT de outros municípios.
Autor: Semana7