Os partidos políticos entram na reta final de articulações para cooptar lideranças visando às eleições de 2014. As siglas têm até o mês de outubro para conquistar novos filiados, realizar atos de filiação e providenciar as documentações necessárias para que a situação seja regularizada na Justiça Eleitoral.
Como o assédio é grande, especialmente aos vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados e lideranças da sociedade organizada, as agremiações fazem mistério em relação as possibilidades, entendo que com isso, conseguem evitar que os concorrentes “roubem” os puxadores de voto nas eleições do próximo ano.
O PT disputa com o PC do B a filiação do juiz federal Sebastião Julier da Silva. Ele é cotado pelas siglas para concorrer ao cargo de governador. Apesar de ser cortejado para o governo do Estado, há informações que o magistrado poderia disputar a única vaga do Senado. E a exemplo da eleição de 2010, quando Pedro Taques (PDT) deixou em “stand-by” as costuras políticas com a ‘demora’ em anunciar se deixaria o Ministério Público Federal para entrar na política, agora quem precisa decidir para qual sigla irá e se renunciará a magistratura, se tornando “a bola da vez”, é Julier, que pode aparecer como “surpresa” no pleito do ano que vem.
O PTB, por exemplo, que tem o ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot, como o principal articulador, promete levar para a sigla lideranças do agronegócio e empresários. Um dos nomes já divulgados é o da ex-senadora e ex-petista Serys Marly, pré-candidata ao Senado. Serys chegou a ser cortejada pelo senador Pedro Taques (PDT), mas acabou se rendendo a Pagot e Chico Galindo (PTB) que comanda a sigla no Estado.
Uma das dúvidas é o caminho que seguirá o ex-vereador por Cuiabá Francisco Vuolo, ex-PR. Ele deixou o Partido da República após perder a disputa interna contra o deputado João Malheiros pela vaga de vice na chapa encabeçada por Mauro Mendes (PSB) na corrida ao Palácio Alencastro em 2012. A tendência é que ele ingresse no PMDB, partido do governador Silval Barbosa, que o nomeou secretário de Logística Intermodal de Transporte.
O PSDB conta com a “recente” adesão do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Marino Franz, que já ocupou o cargo de gestor mais rico do Brasil. Ele deixou o PSS após um entendimento entre as siglas que tendem a se coligar em 2014. Franz é uma das opções para vice-governador ou deputado federal. O PR tem a preocupação para o cargo de deputado federal, que será para substituir Wellington Fagundes, que mergulhou nas articulações para viabilizar sua candidatura ao Senado. Wellington concorreu a deputado federal por seis vezes consecutivas e venceu em todas, mas nunca obteve sucesso em disputas majoritárias.
PT sai na frente na disputa por Julier
Os nomes dos pré-candidatos do PT serão indicados a partir dos encontros regionais, sendo que algumas lideranças já começaram a movimentar suas pré-candidaturas. Para deputado estadual, os nomes que começam a ganhar força são Allan Kardec (atualmente vereador por Cuiabá), Valdir Barranco (superintendente do Incra), Jusci Ribeiro (suplente de deputado estadual), Enelinda Scalla (ex-veradora por Cuiabá), Gilmar (da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), Nelson Borges (delegado federal do Desenvolvimento Agrário), Altir (ex-prefeito de Juina), Julio Dias (vereador em Sinop), Flávio Gomes (vereador em Peixoto do Azevedo), Kiko (vereador em Barra do Garças), Mauro Campos (vereador em Rondonópolis) e Ivan (vereador em Varzea Grande), além da candidatura à reeleição do deputado Ademir Brunetto.
Já para o posto de deputado federal, a agremiação aposta no ex-vereador Ludio Cabral, que tem manifestado interesse em entrar na disputa. Além da candidatura à reeleição de Ságuas Moraes.
“Com relação às alianças para 2014, a resolução partidária aprovada em junho de 2013 aponta como caminho preferencial a reedição da coligação de 2010 (PT, PMDB, PR, PP e PSD), ampliando com outros partidos que apoiarão a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), com a candidatura do Juiz Julier ao governo do Estado, pelo PT”, detalha o presidente da sigla Willian Sampaio.
O primeiro prazo que partidos políticos e candidatos devem respeitar pelo calendário das Eleições 2014 termina em 5 de outubro de 2013. Até esta data, ou seja, um ano antes do pleito, todas as agremiações os partidos que desejarem participar das eleições devem ter obtido o registro de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também os futuros candidatos de 2014 devem ter domicílio eleitoral na jurisdição onde pretendem concorrer e estar com a filiação aprovada pelo partido um ano antes do pleito.
Autor: Patricia Sanches com RDNews