Mato Grosso está entre os dez estados que apresentam sinal de aumento das Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a longo prazo ou nas últimas seis semanas. De acordo com o Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse incremento se concentra nas faixas etárias da população adulta, com sinal de associação aos casos de covid-19 durante o mês de janeiro passado.
A análise da Fiocruz, que tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 29 de janeiro, é referente à semana epidemiológica (SE) 4, período de 21 a 27 de janeiro de 2024.
Conforme o estudo, os demais estados com essa tendência de alta são Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Entre as capitais, Cuiabá e outras sete registram crescimento nos casos de SRAG, sendo elas, Aracaju, Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho, Recife e Rio Branco.
Em relação à SRAG por covid-19, a análise aponta crescimento em Mato Grosso, Amapá, Pará, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins. Isso também é verificado em relação à mortalidade por SRAG que continua se mantendo significativamente mais elevada nos idosos, com predomínio da covid-19.
Somente neste ano, o Estado registrou 6,9 mil casos de covid-19 e 13 mortes em decorrência da doença, conforme boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT). O óbito mais recente ocorreu no último dia 1º deste mês, em Porto dos Gaúchos (663 km ao Norte de Cuiabá) referente a um paciente de 66 anos.
As demais mortes foram notificadas pelos municípios de Cuiabá, Sinop, Sorriso, Água Boa, Poconé, Primavera do Leste, Guarantã do Norte, Nova Mutum, Aripuanã, Rosário Oeste, Ribeirão Cascalheira e Santa Terezinha. A preocupação aumenta devido à circulação de uma nova subvariante da ômicron, a JN 2.5 no Estado. A identificação dessa nova cepa foi divulgada pela pelo órgão estadual de saúde no dia 22 de janeiro.
Por conta do cenário, algumas prefeituras como Cáceres, Nova Xavantina e Várzea Grande voltaram a recomendar o uso de máscaras pela população, principalmente, em unidades de saúde. Na última semana, o Governo do Estado também recomendou que pacientes, profissionais de saúde e visitantes utilizem máscaras nas dependências de estabelecimentos de saúde da rede estadual.
BAIXA VACINAÇÃO - Diante do cenário, a Ses-MT alerta a população para a importância da vacinação contra a covid-19. Os dados apontam para baixa cobertura vacinal do imunizante. No Estado, cobertura da vacina bivalente está em 8,16%, o que aponta para a necessidade de a população se imunizar e prevenir as formas graves da doença.
"Quando o número de casos começa a aumentar a população fica em alerta, mas eu gostaria que a população se preocupasse mesmo é com a cobertura vacinal, pois a vacina ainda é a única medida eficaz para evitar a forma grave da covid-19", disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Figueiredo reforça que para alguns grupos de riscos e faixa etária, já está comprovado que o imunizante precisa ser reaplicado a cada seis meses. “À medida que analisamos entre a primeira e a quarta dose, vemos a taxa de cobertura diminuir e isso coloca a população em risco", alerta.
Conforme preconizado pelo governo federal, devem receber uma dose da vacina bivalente a cada seis meses as pessoas de 60 anos ou mais, pessoas imunocomprometidas, gestantes e puérperas que receberam uma última dose da vacina monovalente ou bivalente há mais de seis meses, independentemente do número e tipo de dose já realizada.
Autor: AMZ NotÃcias com Diario de Cuiabá