O ex-prefeito de Realeza e ex-assessor da Casa Civil do Palácio do Planalto, Eduardo André Gaievski, foi preso na manhã do sábado 31/08, em Foz do Iguaçu (PR) em uma ação do Grupo de Diligências Especiais.
Ele foi levado no sábado mesmo para Realeza, cidade onde o mandado de prisão foi expedido. Gaievski estaria no Paraguai e teria ido a Foz do Iguaçu ver a família.
A Justiça do Paraná deve julgar, até a próxima semana, o pedido de revogação da prisão de Gaievski. Ele era procurado desde o dia 23 de agosto em todo o País. O político é ex-prefeito da cidade de Realeza, no Sudoeste do Paraná, onde teria coagido meninas a manterem relações com ele em troca de cargos na prefeitura.
As investigações foram realizadas durante três anos. O processo, que corre em sigilo no Tribunal de Justiça, possui 38 casos de estupro de vulnerável por parte de André Eduardo Gaievski.
Pesam contra o ex-prefeito as acusações de manter relações sexuais com meninas menores de idade em troca de dinheiro e da promessa de cargos na Prefeitura de Realeza, comandada por ele de 2005 a 2012.
O ex-prefeito nega as acusações e atribui as denúncias a adversários políticos interessados em prejudicar a candidatura da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao Governo do Paraná em 2014.
O assessor afastado da Casa Civil foi desfiliado do PT após as acusações serem divulgadas.
Eleições 2014
Na semana que passou, o caso virou discussão visando as eleições de 2014. O deputado federal Fernando Francischini (PSDB) conseguiu aprovar pedido de informação para saber se a ministra da Casa Civil, GleisiHoffmann, sabia que o ex-assessor e ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski, já respondia por exploração sexual quando o nomeou para o cargo na Casa Civil. O deputado ainda pergunta se o Gabinete de Segurança Institucional do governo federal teria falhado por permitir a contratação de Gaievski.
“Não estamos acusando a ministra de nada, só queremos informações. Chegou a hora de falar, ou ela vai se defender apenas por nota”, provocou Francischini. No mesmo dia em que foram aprovados dois pedidos de informação direcionados à ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro (PT), divulgou nota afirmando que a oposição tem explorado o caso do ex-assessor e ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski, com oportunismo para manchar a imagem de Gleisi.
“Não podemos silenciar diante da forma oportunista com que adversários políticos do governo vêm explorando o caso, na tentativa de responsabilizar a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, buscando a todo custo manchar sua imagem de mulher pública e macular sua trajetória política”, diz a nota.
Autor: Paraná Online