Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Assaltante morto pelo BOPE era um dos principais membros do Novo Cangaço




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Apesar das informações ainda não estarem oficializadas, Antônio Moura, 47, conhecido pelas alcunhas de “Gato Mestre ou Nêgo Véio” morto em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), na divisa de Mato Grosso com o Pará, é sim um dos mais procurados criminosos do país.

Considerado um dos criadores e lideres da modalidade criminosa “Novo Cangaço”, iniciada na década de 90, no Nordeste, Moura tinha um histórico de fazer inveja qualquer bandido de filme de ação, alem de assaltos ele é acusado de ter participado da execução do ex-prefeito de Campo Grande (RN), Antônio Veras, crime ocorrido em 2010, onde tambem morreram dois policiais.

O serviço de inteligência da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, afirma que Moura,  integrou  entre o  final da década de 80 e o início da década de 90, a quadrilha chefiada por José Valdecário Benedito Carneiro,  conhecido por ter ressuscitado o “estilo Lampião” em modos modernos, se utilizando de membros da própria família na temida “Quadrilha dos Carneiros”  .

A Divisão de Combate e Investigação ao Crime Organizado da Polícia Civil potiguar informou ainda que o modus operandi empregado nas ações em Mato Grosso lembram a forma de atuação da “Quadrilha dos Carneiros”  grupo que alem da praticar de assaltos, fazia ações de pistolagem  e cobertura ao trafico de drogas.

“Eram criminosos bastante violentos, que faziam nas cidades do interior do Nordeste a mesma coisa que ocorreu em Vila Rica, uma invasão de homens fortemente armados, que enfileiravam a população na porta das agências e levavam muito dinheiro”, disse a delegada Sheila Freitas.

Um trabalho envolvendo policiais das forças de segurança de todo o Brasil, com ações de dura repressão reduziu a ação da quadrilha, vários integrantes foram presos, entre eles Moura, que cumpriu pena no Piauí e no município de Imperatriz (MA), onde ficou até obter a progressão para o regime semiaberto.

Conforme a delegada, após deixar a unidade prisional, Moura teria se unido a outros criminosos paraenses, alguns que conheceu na cadeia, para praticar novos crimes, entre assaltos e execuções.

“A morte do ex-prefeito, por exemplo foi motivada por um crime de rixa entre famílias. Temos a convicção da participação dele nesta execução e estávamos procurando este criminoso”.

O Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Rio Grande do Norte mantém contato e colabora com as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, no sentido de conseguir identificar e capturar os demais integrantes da quadrilha.

Moura foi morto na manhã da segunda-feira (16), durante cerco de policiais civis e militares ao bando que assaltou 3 bancos e  os Correios de Vila Rica no último dia (9). 


Autor: JornaldaNoticia com GazetaDigital


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