Negro, nordestino, de origem humilde, morador da mais orgulhosa e rica cidade de Mato Grosso, colonizada por sulistas descendentes de alemães e italianos, logo o que vem a cabeça é que este cidadão é um excluído social.
Não é assim que a população de Lucas do Rio Verde pensa, quando fala do vereador Francivaldo Afonso Vieira (PTB), mais conhecido como Zulu Mototaxista, devido ao exercício de sua função profissional, e que a cada dia que passa, se torna mais conhecido no estado pelo orgulho que carrega em divulgar sua cidade adotiva.
Zulu mora em Lucas há 13 anos, e viveu muitas dificuldades desde que deixou sua terra natal, no Estado do Maranhão, para tentar a vida em Mato Grosso, ele contou que sua vida no nordeste era muito difícil, a gente mal tinha o que comer era uma luta diária para sobreviver.
Ele contou que descobriu na política a arte de produzir oportunidades, e por isso quer contribuir com a continuidade do desenvolvimento de Lucas do Rio Verde, lutando contra a desigualdade social, ele disse que uma de suas principais bandeiras hoje é o projeto ARCA – Atitude Real de Carinho e Atenção, que atua no combate as drogas.
A vida política de Zulu tambem não foi um mar de rosas, em meados deste ano ele foi vitima do sensacionalismo de um programa local de televisão, na época o parlamentar ficou chateado por entender que o apresentador fazia criticas tendenciosas contra seu mandato de vereador.
Naquela oportunidade vários moradores de Lucas do Rio Verde se manifestaram nas redes sociais, indignados com a forma que foi conduzida a matéria jornalística, pois em dados momentos o jornalista usou de ignorância, arrogância, irresponsabilidade e má educação contra Francivaldo e misturando sua origem com sua atuação política.
Zulu disse ao Jornal da Noticia que saudar a passagem do dia 20 de novembro, data destinada à reflexão sobre a situação dos negros na sociedade brasileira, é na verdade uma forma de “Preservar a memória daqueles que como Zumbi dos Palmares construíram a história”, mas que é preciso continuar combatendo a opressão e as desigualdades sociais, não importa qual seja cor do individuo e sim o ser humano que existe.
Autor: Jornal da Noticia com Assessoria