Os produtores rurais da antiga gleba Suiá-Missú continuam acampados no distrito do Posto da Mata e ocupando ex-propriedades a espera de uma proposta do Governo Federal para assentá-los em outra área e/ou devolver o que pertenciam a eles antes da desintrusão para a criação da Terra Indígena Marãiwatsédé, em dezembro de 2012.
No final de semana, policiais federais e rodoviários federais estiveram no acampamento do Posto da Mata, mas não cumpriram o novo mandado de desocupação expedido pela Justiça Federal no final do mês de fevereiro. Os policiais alertaram os produtores que a invasão é ilegal e chegaram a pressioná-los para que deixassem o local, mas não obtiveram êxito.
Segundo o vereador por São Félix do Araguaia, Ademar Paranhos de Macedo, o Mazinho (PP), cerca de 200 famílias estão alojadas no Posto da Mata e ocupam fazendas de onde foram despejadas. "Eles continuam irredutíveis aguardando uma posição do Governo. Receberam a visitas de policiais, mas prometeram resistir a uma nova tentativa de desocupação", ressaltou.
Em Barra do Garças, um policial federal que não quis se identificar, informou que a Polícia Federal tentará no diálogo convencer os produtores a deixar a área e evitar confrontos como ocorreu em 2012.
Autor: RDNews