O governo de Mato Grosso ratificou a decisão de demitir do serviço público o delegado da Polícia Civil Arnaldo Agostinho Sottani, apesar do pedido de reconsideração da defesa.
O ato assinado pelo governador Silval Barbosa foi publicado na edição desta quinta-feira (27) do Diário Oficial do estado. Sottani teria tentado obter dinheiro para mudar os rumos da investigação de um roubo de gado ocorrido em 2009 no município de Carlinda, a 724 km de Cuiabá.
Sottani foi demitido com base em fundamentos da lei da organização e estatuto da Polícia Civil. Entre eles, o de negligenciar na execução de ordem legal, valer-se do cargo para obter proveito para si ou para terceiro, associação a mais de duas pessoas em quadrilha ou bando armado e pedir ou receber para si ou para terceiro, de forma direta ou indireta, vantagem indevida.
Com a demissão, o ex-delegado deixa de receber o salário e eventuais verbas indenizatórias. Sottani também chegou a ser preso em 2010 e processado pelo crime de tráfico de drogas, supostamente ocorrido em Goiás, mas acabou absolvido no caso.
Arnaldo Agostinho Sottani já respondeu pelas delegacias de Vila Rica e Confresa, e chefiou as investigações de um crime de repercussão nacional em 2002, quando o advogado Waldemar Pereira Júnior foi assassinado enquanto jantava no restaurante do Hotel Casa Verde, onde estava hospedado.
No momento do crime, Waldemar Pereira Júnior estava com seu cliente, o pecuarista Adão Modesto Teodoro, 60, e por volta das 20h30, quando o assassino entrou no restaurante, se aproximou da mesa e disparou um tiro no olho esquerdo do advogado, que morreu na hora, fugindo em seguida.
O advogado havia ido até Vila Rica para intermediar a compra de terras que estavam invadidas por grileiros.
Autor: Jornal da Noticia com G1