Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

Prefeitura de Confresa emite nota sobre greve na educação e diz que ação é politiqueira




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A prefeitura de Confresa emitiu nesta segunda feira dia 28/04, uma nota sobre a paralisação da rede municipal de educação, que esta deixando mais de 3.500 alunos do município sem aulas.

O objetivo da nota segundo assessoria do município é esclarecer dúvidas e boatos sobre o acordo com os profissionais da educação, no documento a Prefeitura de Confresa alega que a greve é ilegal. A Prefeitura também diz que tenta fazer acordos constantemente para tentar evitar que problemas como este ocorram, e que foi avisado ao Sintep que o dinheiro dos dias descontados seriam pagos no próximo pagamento.

Veja a nota na integra: 

NOTA DE ESCLARECIMENTO: GREVE DA EDUCAÇÃO

 

A Prefeitura de Confresa vem a público esclarecer a toda a população confresense a situação atual da greve da Educação em nosso Município, informando que:

1)         No último dia 21 de março de 2014, estando os profissionais da Educação do Município de Confresa em greve, requerendo naquela época, aumento salarial para atingir o piso nacional da categoria. Foi promovida uma reunião no Gabinete do prefeito com a presença de representes do SINTEP, vereadores, Prefeito Municipal e sua equipe. Ficou acordado então, em ata devidamente lavrada, que seria concedido o aumento imediato de 12,5%, mais 3% para o mês de outubro de 2014 e mais 7% para fevereiro de 2015, sendo que estes 7% serão calculados sobre o percentual que o Governo Federal conceder, no ato de 2015, como faz anualmente, de aumento do piso salarial nacional, ou seja, não serão apenas os 7% em fevereiro, o montante poderá ser muito maior. O que constou do acordo foi integralmente cumprido, sendo aprovada pela Câmara Municipal a Lei nº 585/2014, que estabelece a concessão dos aumentos em lei;

2)         Quando chegou a data do pagamento do salário da categoria, foi feito o corte de pontos referente aos dias da paralização. Não fazia parte do acordo que tal corte não seria feito. O SINTEP então oficiou a Prefeitura de Confresa questionando os cortes e ameaçando entrar em greve novamente.

Como sempre tem sido atitude dessa administração em buscar o melhor relacionamento, possível com seus servidores, foi informado ao SINTEP que os pontos cortados seriam devolvidos no próximo pagamento dos salários, e até então o sindicato sequer havia apresentado o plano de reposição salarial para justificar o recebimento dos pontos. Que fique bem claro, o servidor precisa demonstrar como fará a reposição dos dias que não trabalhou para fazer jus ao recebimento. O que não é admissível é que os alunos fiquem sem suas aulas, como está acontecendo até hoje. O SINTEP, por meio do Oficio nº 0034/SINTEP/2014 afirmou manter o movimento grevista até quando fosse feito o pagamento dos dias parados. 

3)         Portanto os servidores da Educação não estão em greve por aumento de salário, pois este já foi concedido conforme informado e como bem consta da Lei Municipal nº 585/2014, mas estão em greve porque não concordam com o corte de pontos havido e, mesmo já tendo sido comunicado que a prefeitura fará a devolução dos valores no próximo pagamento, alguns servidores se recusam a voltar ao trabalho, usando a paralização como forma de pressão contra a administração, sem se preocupar com os milhares de alunos que estão sem aula.

4)         Sendo o motivo greve o ora informado, fica patentes a ilegalidade do movimento, que provoca enorme prejuízo para os estudantes, os quais sabem que tem direito a educação pública de qualidade, mas também sabem que esta qualidade está ficando comprometida pelas constantes paralizações ocorridas, a para isso basta verificarmos quantos dias os alunos tiveram aula neste ano de 2014.

5)         Por fim, nesta evidencio que o movimento tem caráter nitidamente político colocando os estudantes como reféns de uma situação da qual os mesmos não tem qualquer culpa. Frise-se: se o movimento grevista reclama de corte dos pontos e a administração informa que fará o pagamento dos valores no mês subsequente, qual o motivo de não se encerrar a greve? Se o movimento grevista quer determinar a data da devolução, ignorando os tramites administrativos necessários para isso, fica comprovado que a questão não é só o pagamento, mas sim estão fazendo política da categoria.

6)         Só para constar, o cronograma de alterações salariais dos Servidores da Educação, teve aumento em 2013/2014 de 38,34% (Fundeb 60%) e 66,23% (Fundeb 40%) profissionalizado, sendo que, a folha de pagamento da educação em menos de ano passou de um montante de R$ 438.193,38 para R$ 770.500,00, um aumento de mais de 75%. Sendo este, mais um motivo para reforçar que a greve tem outros propósitos.

Dessa forma, temos a convicção de que a sociedade saberá analisar devidamente a situação que estamos vivendo, bem como atribuir responsabilidade a quem de direito.

Prefeitura de Confresa, em 28 de abril de 2014

 

GASPAR DOMIGOS LAZARI

(Prefeito Municipal)


Autor: Jornal da Noticia com Assessoria


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