Quando eu recebi o desafio para escrever a cada 15 dias, de cara pensei num artigo com este título, para falar um pouco da minha vontade pessoal com o Araguaia, e porque não dizer, com o Brasil, porém deixei passar um pouco essa vontade e escrevi outros temas primeiro, e nesse ínterim conversei com pessoas, vi situações e conheci um pouco mais das vontades nossas de cada dia.
E devolvo essa pergunta aos nossos fiéis leitores: qual país vocês querem? Responda-nos enviando comentários ou e-mail que você pode encontrar no expediente da revista.
Agora vamos lá. Eu quero um Araguaia onde possamos sair às ruas sem precisar ter medo dos problemas que vamos enfrentar, pois a segurança pública é priorizada, e quando digo prioridade falo tanto para os cidadãos de bem como para os policiais que estão nas ruas, que também têm família.
Quero um Araguaia onde a dona Maria não tenha que andar 600 quilômetros para fazer um simples raios-X da sua lombar, e que esses 600 quilômetros tenham asfalto e infraestrutura necessária para transportar grãos, e os víveres necessários para que o seu José que mora no Araguaia tenha a mesma qualidade de vida que o seu João que mora no Guarujá, em São Paulo.
Temos que lutar por um Araguaia sem esmolas dos grandes políticos, onde ele por si só consiga suprir suas necessidades, pois estamos cansados de colocar as nossas expectativas em homens que se elegem vereadores e prefeitos das pequenas cidades e que com pires nas mãos mendigam aos “poderosos” do Estado. Poderosos esses que gastam milhões em obras superfaturadas pedindo assim propina em obras que mais parecem elefantes brancos. Quando é para investir em educação, saúde, segurança, lazer e cultura, eles simplesmente desaparecem.
Está na hora de termos um Araguaia em que no postinho de saúde do bairro de qualquer cidade o cidadão tenha o direito real à saúde, onde tenha médicos especializados para atendê-lo e um corpo clínico que possa estar à altura do que é chamado de humanizado.
Quero um Araguaia onde não exista guerra entre índios e não índios, guerra essa que é ideologicamente fomentada por um governo de esquerda através dos pensamentos e filosofias medíocres de uma “prelazia” da igreja católica. Pois acredito num Araguaia onde índios sejam considerados irmãos e possam receber tratamento digno e não jogados nas favelas que são chamadas de aldeias pela Funai.
Por isso, senhoras e senhores, é ano de eleição, coloquem sua fé em pessoas do próprio Araguaia, pessoas que pisam no chão lamacento igual a vocês, em pessoas que comem da mesma poeira, que andam nos mesmos ônibus apelidados de rasga-roupa pela turma da TV Globo na matéria intitulada “Vale dos Esquecidos”, no Fantástico.
Acreditem nos seus, pois todos os anos com grana nas mãos, os bolsos de poucos que se dizem líderes do Araguaia são cheios de grana fácil que induz as pessoas a votar nos mesmos nomes, nas mesmas caras de sempre, mas que desaparecem e esquecem que no Araguaia tem gente sofrida e trabalhadora. Por isso usem a arma, para matar ou serem mortos.
Isso vale para qualquer canto do Brasil, pois o Araguaia aqui é apenas um nome fictício para as mazelas do meu povo, do meu Brasil.
*LEANDRO LIMA é jornalista, humorista e diretor do canal www.youtube.com/TVBBnews
Autor: Leandro Lima