Após meses de discussões e vistorias técnicas, finalmente a Secretaria de Estado de Saúde (SES) concederá à Prefeitura de Confresa o incremento na ordem de R$ 250 mil para custeio do Hospital Municipal.
Em caráter definitivo, a decisão foi tomada na ultima semana, após dois dias de severas discussões entre o prefeito de Confresa e Presidente da AMNA (Associação dos Municípios do Norte Araguaia) Gaspar Lazari, deputados e os secretários-adjuntos da SES, Marcos Rogério e Huark Correia, também participou das discussões o deputado Baiano Filho.
O HMC de Confresa faz o papel de regional, atendendo pacientes dos municípios vizinhos o que gera custos para a manutenção do sistema. Os municípios da região do Araguaia amargam baixa arrecadação e dependem da ajuda do governo do estado e do governo federal.
A saúde em Confresa opera em déficti e faltava até mesmo agulha no hospital, agora com essa ajuda por parte da Secretaria Estadual de Saúde espera-se que a situação seja normalizada.
Os debates pelo aumento do repasse se intensificaram nos últimos seis meses. As dificuldades de manutenção e custeio da unidade já haviam sido apresentadas ao Governo do Estado há mais de um ano. Segundo a SES, o impasse estava na incapacidade de produção da unidade, argumento esse rebatido pela administração municipal que comprovou por meio de números que a redução na produção estava diretamente ligada à falta de capacidade básica para manutenção da unidade, em outras palavras, falta financeiro para garantir o atendimento elementar dos pacientes.
“Nós saímos de Confresa determinados a resolver o incremento para o hospital, nós não temos se quer um litro de soro para atender a população, vergonhosamente saímos pedindo doação de frascos de soro nos municípios vizinhos, nossos técnicos estão em greve, o deputado Baiano Filho é nosso porta voz desde o principio, sabe da precariedade de que estamos falando, a SES questiona a queda de produção, mas como vamos manter a produção se não temos condições para atender o paciente, não temos soro na unidade, é uma calamidade”, desabafou Gaspar Lazari.
A dívida da prefeitura com fornecedores, manutenção e folha de pagamento já chegou a casa dos R$ 6 milhões, estrangulando outros setores da administração, sacrificados para o atendimento à saúde. Hoje a dívida ainda gira na casa de R$ 1,7 milhão apenas em medicamentos.
O convênio para a autorização do incremento será assinado está semana, em Cuiabá.
Autor: Jornal da Noticia com Assessoria