Quatro nomes hoje são cotados a vice da chapa de Pedro Taques, que se desponta como pré-candidato favorito a governador. Destes, somente um pertence a partido que já faz parte do arco de alianças, o ex-prefeito de Rondonópolis, empresário Adilton Sachetti, do PSB. Os demais são Eraí Maggi e Carlos Fávaro, ambos do PP, e o pecuarista Maurição Tonhá, do PR. O núcleo da campanha de Taques avalia para cada indicação vários argumentos.
Primo do senador Blairo Maggi (PR), Eraí voltou a pleitear a vice. Antes, havia desistido mediante recado da presidente Dilma Rousseff, que vislumbrava Taques um candidato de oposição em Mato Grosso. Eraí se entusiasmou de novo. Anunciou à coligação MT Muito Mais que deseja ser vice e ainda aproximar o bloco do projeto de reeleição de Dilma e com respaldo dos segmentos do agronegócio. Ficou de consultar o Palácio do Planalto. Mas o problema é que há muita resistência ao nome de Eraí, que não tem habilidade política, ignora regras partidárias e, para muitos, não inspira confiança.
O PP apresenta também outra opção. O nome do presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, que passou a ganhar força por também representar os segmentos do agronegócio. Seja com Eraí ou com Fávaro na majoritária, o PP quer fechar aliança com Taques, o que tiraria o partido da base governista.
Enquanto isso, o presidente regional do PSB, prefeito da Capital Mauro Mendes, sugere para vice Adilton Sachetti, ex-prefeito rondonopolitano. Tem perfil mais técnico que político e também é ligado ao setor produtivo. Dentro do grupo, porém, alguns não aceitam essa indicação, principalmente o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS). Ainda se discute a hipótese, embora remota, de Taques ter Maurição Tonhá de vice. Nesse caso, o PR passaria a fazer parte do grupo e Wellington Fagundes abriria mão da pré-candidatura ao Senado.
Autor: RDNews