Mesmo com o nome envolvido em uma polêmica sobre racismo e preconceito, Luis Carlos Heinze, do Partido Progressista do Rio Grande do Sul, foi o candidato a deputado federal mais votado do estado, com mais de 162 mil votos válidos. Esta é a terceira vez consecutiva em que Heinze aparece entre os mais votados.
Heinze vai para o quinto mandato. No começo de 2014, ele ganhou o título de “racista do ano” pela ONG inglesa Survival, depois de declarações polêmicas quando esteve na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária. Em um discurso, ele declarou que “quilombolas, índios, gays, lésbicas” são “tudo que não presta”. A data da “nomeação” ao título foi o mesmo do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, em 21 de março.
“Gilberto Carvalho também é ministro da presidenta Dilma. É ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta. Eles que têm a direção e o comando do governo”, comentou Heinze em seu discurso.
“Tentaram me detonar, mas as urnas mostraram que não pegou. Essa votação é o reconhecimento do trabalho que venho fazendo pelo setor primário”, declarou o deputado ao jornal Zero Hora.
A carreira política do engenheiro agrônomo é marcada pelo enfrentamento a movimentos populares, como o dos Sem Terra, e da defesa dos produtores rurais do estado. Ele também tem atuado fortemente contra a demarcação de terras indígenas e quilombolas na região.
Autor: Extra