A tentativa de eleger os filhos para a Assembleia Legislativa foi frustrante para dois pais, conhecidos como caciques da política mato-grossense. As derrotas de Neto Galindo, filho do ex-prefeito Chico Galindo e de Júlio Campos Neto, filho do deputado federal Júlio Campos e sobrinho do senador Jayme Campos mostram que mais do que a derrota chega ao fim uma era de duas famílias que se consideravam tradicionais na política estadual.
A família Campos, que viu o senador Jayme Campos (DEM) desistir da reeleição ainda no início da campanha e a decisão do deputado federal Júlio Campos de se aposentar da política, praticamente deixa a vida política de forma melancólica. A queda começou em 2012 quando a esposa do senador Jayme Campos, Lucimar Campos saiu candidata à prefeitura de Várzea Grande e acabou perdendo a eleição.
A esperança de ver a força renovada chegou com o empresário Júlio Campos Neto. Ele bem que tentou e contou com a participação do pai, Júlio Campos que o acompanho em viagens e foi ao horário eleitoral pedir votos. Conseguiu apenas 10.496 votos, insuficiente para se eleger.
Pior foi a atuação do ex-prefeito Chico Galindo, principal liderança do PTB. Acredito que poderia transferir votos para seu filho, o inexperiente e desconhecido Neto Galindo. Para tentar garantir a sua eleição optou até em discriminar os candidatos de seu partido, ao tirá-los do horário eleitoral e até das inserções para que o filho aparecesse ao máximo e conseguisse cooptar o voto do eleitor.
A trama para garantir a permanência da família no poder fez Galindo usar até de meios que chegaram a irritar os candidatos do PTB, que além de ficarem de fora do horário eleitoral, sem poder apresentar suas propostas ficaram sem uma importante ajuda como a dos vales combustíveis para colocar seus grupos nas ruas.
Galindo, o pai chegou ainda a tirar dos candidatos a possibilidade de ter colaboradores de campanha para injetar o máximo de dinheiro na campanha do filho. A exemplo de Júlio Campos foi à TV pedir voto. Se esqueceu que a venda da Sanecap para a CAB o fez ser persona não grata para a população cuiabana. Não conseguiu transferir votos.
Chico Galindo ainda usou as redes sociais na noite deste domingo para agradecer os apenas 9.641 votos obtidos por seu filho.
Autor: 24 Horas News