Jornal da Notícia
  S�bado, 25 de Julho de 2026

Santana do Araguaia vive “boom econômico”, mas poder publico se torna inerte no processo




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Localizada na parte mais extrema do Sul do Pará, e ligada culturalmente mais ao Norte Araguaia em Mato Grosso, que ao resto do Sul do Pará, o munícipio de Santana do Araguaia vive um “Boom Econômico” com a chegada em alta escala do agronegócio.

São inúmeras as empresas do setor que vem se instalando nos últimos 03 anos, provocando também um crescimento acelerado do setor de prestação de serviços, mas apesar do crescimento acelerado da economia, o poder publico em especial o municipal não tem atendido a demanda da população do munícipio, que hoje segundo o IBGE, ultrapassa mais de 63 mil habitantes.

Apesar a da economia pujante, são constantes os problemas da falta de estrutura nas áreas de saúde, educação e  infraestrutura, e a sede do município e maior exemplo do descaso, com lixo espalhado por toda parte, falta sinalização no transito, muita poeira e ruas esburacadas, além de esgoto a céu aberto.

A cidade que já foi um oásis da pecuária, hoje recebe pessoas e investidores de todo o pais, porem a falta de estrutura também afugenta alguns investidores que vem a administração municipal meio que a deriva.

Pastagens degradadas dão lugar às lavouras de soja e milho. E, por conta disso, tem provocado uma saudável corrida de grandes grupos privados multinacionais e brasileiros, na região conhecida como a tríplice divisa com o Mato Grosso e o Tocantins.

Os produtores consolidam áreas de tecnologia e maquinários ultramodernos movidos pelos altos preços das commodities das últimas cinco safras. Desta forma, a região acelera em ritmo empresarial na soja e no milho sem expulsar as centenas de milhares de cabeças de gado.

O dinamismo do campo tem impulsionado o município, suficiente para erguer casas, prédios e comércios, Hotéis e agências bancárias estão sempre lotadas. Restaurantes, postos de combustível, farmácias, supermercados e lanchonetes brotam por toda parte.

Os preços da terra e de terrenos decuplicaram em três ou quatro anos, mas enquanto investidores e empreendedores fazem sua parte, o poder publico continua inerte sem planejamento e sem ação, e deixando a população sem os serviços que teoricamente, seriam garantidos e de direito de todos.


Autor: Jornal da Noticia


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