O governador eleito Pedro Taques (PDT) avisa que a nomeação dos integrantes da equipe técnica de transição do próximo Governo não significa que eles terão “cadeira cativa” em alguma secretaria a partir de 1º de janeiro de 2015, quando o pedetista assume o Palácio Paiaguás. “Tenho alguns nomes na cabeça, mas só vou revelar após conversar com os partidos”, pondera Taques, em entrevista ao programa Folha Mix, da Rádio Mix FM.
O pedetista prefere não dizer quem são os "cotados" e tem prometido anunciar a sua equipe ainda em dezembro, quando será diplomado. Nesta semana, Taques, que estava em viagem, vai se reunir com as lideranças dos 13 partidos que sustentaram a sua candidatura (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL, PRB), com intuito de afunilar a lista de possibilidades e atender os pedidos dos aliados.
O pedetista irá colocar os nomes na “mesa” e discutir os possíveis secretários da próxima gestão. Neste sentido, ele ressalta que não irá contratar quem não possa demitir. "Até agora não convidei ninguém. Se fizeram o convite , usaram o meu nome indevidamente", garante. Nos bastidores, a informação é de que Taques tem sido procurado, individualmente, por lideranças que almejam cargos em sua equipe.
Embora mantenha segredo sobre as definições, Taques pondera que levará em consideração alguns critérios. Não vai aceitar, por exemplo, nenhum ficha suja no seu secretariado e ressalta que isso, inclusive, é previsto em lei aprovada de autoria do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB). “Servidores técnicos podem ocupar as secretarias, bem como deputados estaduais, desde que tenham conhecimentos nas áreas específicas”, explica.
Taques pretende ainda fortalecer a Casa Civil. Para isso, o perfil ideal, segundo o pedetista, é um secretário que transite bem entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além de ter a capacidade de articulação política.
Autor: RDNews