O presidente municipal do PTB e secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Dilemário Alencar, sai em defesa do prefeito Chico Galindo e acusa o advogado do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Vilson Nery (PT), de ter tomado uma posição politiqueira, ao apontar Galindo como inelegível, e com o intuito de favorecer o partido do qual é militante. Segundo ele, o petista quis confundir a sociedade relembrando fatos que já foram esclarecidos pelo atual gestor. “Como começou o ano eleitoral e ele é militante de um partido que faz oposição ferrenha à administração Galindo, ele quis confundir a sociedade com esse fato, requentando um assunto já esclarecido”, afirma.
Além disso, o secretário afirma que o setor jurídico da legenda petebista está estudando todas a medidas cabíveis para acionar judicialmente Nery, por ele ter divulgado matéria caluniosa contra a pessoa do Galindo.
Vilson é filiado ao PT que tem como pré-candidato ao Palácio Alencastro o vereador Lúdio Cabral. Em entrevista ao RDTV desta terça (10), o advogado declarou que Galindo não manifesta interesse em disputar a reeleição por conta de uma condenação na Justiça de São Paulo que o torna inelegível.
De acordo com Nery, o prefeito já teria vindo para Mato Grosso, em 1997, com mais de 20 ações movidas contra ele pelo tempo em que presidia a Companhia Prudentina de Desenvolvimento (Prudenco), uma empresa pública de economia mista da Prefeitura de Presidente Prudente. Segundo o advogado, a ação que tornaria o prefeito inelegível seria a que se refere à contratação de 508 funcionários, em 1994, sem concurso público, o que violaria a Constituição Federal.
O secretário, por sua vez, afirma que Galindo não cometeu atos de improbidade, uma vez que as 508 pessoas teriam sido contratadas para atender a demanda de coleta de lixo e limpeza da cidade paulista. Além disso, o petebista alega que a Justiça já reconheceu que os trabalhadores prestaram efetivamente os serviços que lhe eram de responsabilidade. Destaca que o próprio Judiciário reconheceu que não houve dano financeiro à prefeitura e nem enriquecimento ilícito ao gestor.
Dilemário ainda lembra que, um ano antes da contratação desses funcionários, a Prudenco já havia contratado 809 trabalhadores para realizar o mesmo serviço de limpeza pública e coleta de lixo. Foi feita por meio de contrato emergencial, considerando que não houve acordo com a empresa terceirizada. Segundo o porta-voz do prefeito Galindo, a Justiça também tomou conhecimento dessas contratações e entendeu foram realizadas de forma emergencial para atender a demanda da cidade.
A ação foi protocolada junto ao Ministério Público em 2000 pelo então prefeito Mauro Brafato. Ele pediu que Galindo e o ex-prefeito Agripino Lima devolvessem ao erário, em dobro, os recursos que serviram para pagar o salário dos trabalhadores contratados sem concurso.
O petebista afirma que o advogado faltou com a verdade tomando a decisão de expor todos esses fatos que, segundo ele, já foram esclarecidos judicialmente pelo ex-presidente da Prudenco. Ele destaca que Galindo foi absolvido de todas as acusações. “Ele (Vilson Nery) não falou a verdade. O prefeito só foi condenado por dano moral por não realizar o concurso público”. Desta forma, Dilemário contrapõe a opinião de Nery e afirma que Galindo não tem como ser enquadrado como “ficha suja” já que o único processo que corre na Justiça contra o prefeito é o de dano moral, ao qual já foi apresentado recurso. Além disso, o secretário afineta o petista e pede para que ele volte à faculdade e estude Direito novamente, pois agiu de forma dolosa ao interpretar equivocadamente a Lei Ficha Limpa.
Autor: Fonte: RDNews