Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

O preço do assistencialismo selvagem e a necessidade de rever conceitos de inclusão social




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O assistencialismo indiscriminado e sem data de vencimento, é uma forma oculta de viciar famílias brasileiras honradas em um povo medíocre literalmente dependentes de um sistema de compra de votos disfarçado de política social ilusória roubando-lhes a honradez, a dignidade e o prazer de serem independentes.

A credibilidade concedida pela nação brasileira a um seleto grupo político distribuído em várias siglas partidárias não os credenciam para se eternizarem no poder e tampouco para transformar a nação brasileira em um campo de corrupção sem precedentes utilizando-se da máquina administrativa a bel prazer.

A inclusão social com a participação da sociedade economicamente ativa sempre foi uma forma eficaz de combate à fome e à miséria extrema, a intervenção estatal deve ser limitada à oferta de uma educação de qualidade com qualificação profissional dirigida e a inserção do indivíduo no mercado de trabalho conforme o seu conhecimento específico e a necessidade da pretensa empregadora.

Uma função a ser exercida pela assistência social seria catalogar os empregadores, suas necessidades laborais, seus fornecedores, parceiros econômicos e famílias à margem da sociedade economicamente ativa que seriam preparadas para a inserção no mercado de trabalho conforme a oferta do comércio, indústrias e serviços locais.

Neste caso, a qualificação profissional se daria através de parcerias da iniciativa pública com a iniciativa privada visando o interesse local específico, e a assistência teria a mesma duração da capacitação da família e seu membro até a inserção no mercado de trabalho já com vaga garantida através de um pré contrato firmado entre a empresa beneficiada com a qualificação da mão de obra e o órgão público competente.

 Não se pode acreditar que cursos técnicos em massa ou ainda cursos superiores indiscriminados, ambos sem estudo sócio econômico será alternativa a curto prazo para atender a interesses sociais, certamente o excesso de mão de obra a tornará barata e não atenderá o interesse econômico de todos coletivamente.

É preciso mais, é preciso envolver todo o setor produtivo para promover a inclusão social de pessoas que se encontram à margem da sociedade economicamente ativa transformando-os em consumidores que por certo contribuirão para alavancar a economia dispensando de vez o amparo da assistência social resgatando a sua dignidade e o orgulho de ser brasileiro!

 

*Alcir Oliveira é advogado, especialista em gestão pública pela UNIC e Mestrando em Direito do Trabalho e Relações Trabalhistas. 


Autor: Alcir Oliveira


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