A operadora de telefonia Claro mitigou o direito ao contraditório constitucionalmente garantido na Carta Magna. Distanciou o direito ao simples reclame, estabelecido pelas vias de comércio. Isolou, por vez, o poder da reclamação direta. Assassinou a plenitude de defesa e humilha o cidadão pagador remetendo-o a condição de inadimplente ao seu modo e pensar. Que poder tem a Claro de dizer que o consumidor não tem razão, quando totalmente provador de seus compromissos? Não cabe ao acusador o ônus da prova? Então achei por bem usar minha única arma, a Justiça, contra o que a Claro acha que tem razão. Sou vitima. Vou processar e sugiro que todos vilipendiados como eu, o faça.
O Artigo 5º da Constituição Federal (CF) versa que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Diz ainda que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado. A Claro, e outras, nos amarram por 12 meses com a tal de fidelidade. A lei diz que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrentes. Porque sou obrigado a pagar minha conta pra poder ter o direito de contradizer? Porque nos humilham com a simples decisão de que “sua reclamação foi indevida”. Tem a Claro fé publica para assaltar-me ou roubar-me e eu “acreditar”?
Em dezembro, pulando de R$ 1,90 para R$ 46,90, tiveram a coragem de me cobrar tão elevada soma por algo que nunca solicitei ou teria coragem de comprar. E não bastasse isso, em janeiro baixaram para R$ 33.00 sem ao menos enviar os supostos torpedos que segundo a Central, contratei. Os impostos serviços de Quizz, NoticiasAgora, meramente disfarçados de agregadores e ainda conhecidos como torpedos são os disfarces para as cobranças indevidas e abusadas. Configurados pelo sistema operacional da operadora, os agregadores nos impõe a humilhações extremas. E esse é o motivo principal de minha revolta, dentre tantos.
A Claro, senhoras e senhores, na surdida, mês a mês, rouba o meu, o seu, nossos bolsos com a imposição de que pedimos tais serviços e tasca-nos valores inicialmente insignificantes até o assalto total. Todavia todas as vezes que me senti lesado, pois verifico item por item, disfarce por disfarce, recorri às lojas instaladas nos shoppings e obtive resultado com a devolução das minhas moedinhas por serem insignificantes, talvez para eles.
Desde dezembro, no meu caso, as reclamações não mais são aceitas nessas lojas onde os agentes nos vêem e vice-versa. Imaginei que fosse pelas vezes que lá fui reclamar. Fazem o protocolo, apenas, e mandam para ”alguém” analisar. Esse alguém que dizem é a Central, que por sua vez é o Tribunal da Mentira. E a sentença é sempre a mesma: “sua reclamação é indevida; o senhor contratou os serviços”. Como se martelassem: “pague idiota”.
Quando penso no total de clientes da Claro vezes os valores roubados diariamente sinto o vilipendiar de todos os consumidores brasileiros e isso me corrói a alma, esvazia meu cofre. É muita cara de pau. É abusar e subestimar de nossa inteligência e condição financeira. É humilhante. É assalto e roubo na cara dura e contra esses ilícitos só desejo Justiça neles!
*Ubiratan Braga é jornalista, radialista e publicitário em Cuiabá
Autor: Ubiratan Braga