S�bado, 13 de Dezembro de 2025

Um Povo Mudo Não Muda, mas é necessária a mudança urgente do nosso sistema político




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Foram milhares  na Praça Alencastro em Cuiabá/MT e outros tantos  em Campo Grande/MS na Praça do Rádio. E assim decorreram em diversos municípios e várias capitais, motivados pelos desmandos e pela corrupção, evidente, no país. A crescente instabilidade econômica e o aumento da inflação, que atinge, inicialmente, os preços da gasolina e da energia elétrica. Ademais os setores industriais, as fábricas extremamente  afetadas pela estagnação na produção diante da fraca confiança de empresários, da perda de fôlego do consumo interno e de uma invasão de produtos importados, a indústria segue a tendência de perda de postos de trabalho. Parece que chegou a hora de apagar algumas interrogações, colocar pontos finais e começar um novo parágrafo na nossa história.

È momento de buscar novamente a união das pessoas fundamentadas na compreensão, no perdão e na paciência. Solidariedade e harmonia são palavras de ordem. Precisamos aprender deixar as pessoas falarem mal de nós; afinal as pessoas costumam criticar quem elas querem ser. E finalmente o momento é criticar para o bem, criticar para construir. E fica cada vez mais claro que aquele que  não luta para ter o futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier e toda a minha família lutou muito pela democracia e eu mesmo  munido apenas  das palavras não posso deixar aluir.

Fato curioso que há exatos 30 anos, com a posse do então vice-presidente eleito José Sarney, que assumiu interinamente o destino do país, teve início o período que ficou conhecido nos livros de História como a “Nova República”. Naquele dia 15 de março de 1985, com a doença do presidente eleito Tancredo Neves, que havia derrotado o candidato dos militares, Paulo Maluf, no Colégio Eleitoral, o ex-governador maranhense tornava-se o primeiro presidente civil do Brasil, após duas décadas do golpe militar de março de 1964. A atual conjuntura aponta para uma necessária mudança no nosso sistema político eleitoral.

Está latente um grande  temor, posto que,  no pior cenário, o plano de ajuste das contas públicas não se realize nas dimensões necessárias e, como consequência, o Brasil tenha a nota de crédito rebaixada pelas agências de classificação de risco, o que provocaria uma fuga de capitais do país. A aversão ao risco fez com que os investidores corressem para o dólar. Fato que o fez disparar sendo  cotado a R$ 3,249, o maior valor desde abril de 2003. A solução existe e será necessário empenho e vontade de todos. O amor ao próximo e a pátria deve prevalecer sempre. Ainda tenho esperança de ver as crianças correndo livremente, amigos que se comunicam e se respeitam, amor que não esfria, irmãos que brincam na rua até tarde, sorrisos que saem com facilidade e ... o impossível se tornando possível.

 

*Rosildo Barcellos é Articulista do www.jornaldanoticia.com.br


Autor: Rosildo Barcellos


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