Uma operação de guerra está em curso no Pará. A missão envolve mais de 100 mil proprietários rurais, desdobra-se pelos 144 municípios do Estado e tem como desafio atingir, em 30 dias, um rebanho de 22 milhões de cabeças de gado. Toda essa mobilização compõe a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Aftosa, com ações previstas por todo este mês e cuja importância vai muito além da prevenção sanitária.
O sucesso dessa empreitada é fundamental, por exemplo, para que o Pará aumente a participação em um mercado que fatura por ano mais de US$ 8 bilhões, com expectativa de crescimento de 20% ao ano: a exportação de carne bovina. O cenário é promissor para o produtor rural paraense.
O Estado tem o quinto maior rebanho brasileiro, capacidade de produção duas vezes maior que a necessidade de consumo e uma pecuária firme que cresce cerca de 10% ao ano. Além disso, no mercado internacional a demanda por proteína animal aumenta em escala geométrica e o Brasil é líder mundial na exportação de carne bovina.
“Depois de ter conquistado no ano passado o certificado internacional de área livre de febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal, o Pará precisa se manter vigilante, com rigorosa fiscalização em toda a extensão do nosso território, para garantir que as portas do mercado internacional se mantenham abertas para a nossa atividade pecuária”, explica o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Luciano Guedes. “O Pará pode ocupar uma fatia ainda maior nesse mercado”, afirma.
O problema é que o certificado abre as portas, mas não as escancara. Ainda existem barreiras em alguns países, que não aceitam a certificação regional e exigem que o Brasil todo erradique a doença. Por isso, além de cuidar da própria casa, o Pará tenta servir de exemplo para Estados vizinhos que enfrentam a desconfiança internacional.
“Apenas Amazonas, Roraima e Amapá não estão livres da febre aftosa. Embora representem apenas 1% do rebanho nacional, essa situação impede o nosso acesso a mercados como os Estados Unidos, a Europa e o Japão, que melhor remuneram essas exportações. Por isso, o Pará apoia a estratégia do Ministério da Agricultura, que tem como prioridade a expansão para esses três Estados da classificação sanitária que já conquistamos”, reforça Luciano.
Autor: AMZ Noticias com Assessoria