A expectativa do remanejamento interno das cadeiras, no Senado, principalmente com as saídas já anunciadas das senadoras paulista Marta Suplicy (ex-PT) e goiana Lúcia Vânia (ex-PSDB), além da consulta aos prefeitos e vereadores, fizeram o ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR) transferir de julho para agosto ou setembro sua filiação ao PMDB. “Ainda vai demorar uns dias, por causa das acomodações que acontecem lá [no Senado] e outros pormenores”, revelou Maggi, para nossa reportagem, sobre sua filiação ao partido de Ulysses Guimarães.
Existem dois blocos no Senado e um é liderado por Maggi e o senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR). Blairo é líder do PR e do Bloco União e Trabalho, no Senado, composto por nove parlamentares de PR, PP, PTB e PSC. Se ele sair agora, a Mesa Diretora acaba com o bloco, porque a exigência mínima é de nove membros, por bloco.
“Não quero isso. Todos são meus amigos. Portanto, a filiação ainda vai demorar alguns dias”, projetou ele. Como Marta Suplicy e Lúcia Vânia estão migrando para outros partidos, ele irá aguardar para se assegurar que os blocos não serão dizimados, com o troca-troca partidário.
Blairo Maggi revela que fez sua nova opção partidária tentando consolidar sua inserção no Brasil e, também, potencializar Mato Grosso nas decisões macros do Congresso. Mesmo num momento de crise, o Estado foi um dos maiores beneficiados pelo Programa de Concessões lançado pela presidenta Dilma Rousseff (PT), com investimentos de quase R$ 200 bilhões, nos próximos anos.
A reportagem do Olhar Direto apurou que, no PMDB, ele espera poder contribuir mais na solução dos problemas de logística e de desenvolvimento, para que haja menos dependência do governo do Estado das decisões da Esplanada dos Ministérios. “Deixo o PR e vou para o PMDB, nos próximos dias. Essa mudança se dará sem traumas e sem atropelos para ambos os lados, tanto do partido, quanto o meu, enquanto detentor de um mandato eletivo de senador da República”, argumentou ele.
“O PMDB pode ajudar não apenas a mim enquanto senador, mas Mato Grosso e seus municípios. O PMDB tem histórico de luta em defesa dos interesses sociais, no sentido de ajudar a trabalharmos e colher resultados positivos”, pontuou o senador.
Blairo Maggi não crê que vá enfrentar dificuldades internas, no PMDB. “Venho para somar e ser companheiro. Estou chegando sem pedir ou exigir nada. Foi-me franqueada a indicação de membros para a Executiva Nacional, Regional e Municipal do partido caso alguns que já sinalizaram me acompanhem, mas tudo isto vai acontecer de forma natural”, resumiu ele, demonstrando afinidade com a futura legenda.
No novo partido, considera-se em melhores condições para ajudar Mato Grosso. “Temos atuado em conjunto [a bancada] para cobrar o governo federal os principais compromissos para com Mato Grosso. O problema é que estamos em plena crise econômica. Isto desacelerou a economia e acabou acentuando a crise econômica e repassando seus efeitos para os Estados e municípios”, completou o ex-governador.
Autor: AMZ Noticias com Olhar Direto