O secretário de Estado da Educação Adão Francisco de Oliveira recebeu em seu gabinete um grupo de representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins (Fetaet) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), na sexta-feira, 21, para discutir sobre a educação do campo. Na ocasião, os representantes dos trabalhadores do campo apresentaram demandas e ouviram o planejamento da Seduc para o setor.
Durante a reunião, o secretário reforçou o compromisso da Seduc com a educação do campo voltada principalmente para as comunidades rurais em situação de vulnerabilidade social. “Quando assumimos esta secretaria, foi com o compromisso de que deveríamos investir em um sistema educacional fortalecido para as comunidades camponesas, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e extrativistas”, explicou. O fortalecimento da educação do campo foi um dos seis eixos de atuação da pasta para a implantação da política de Educação Integral e Humanizada.
Além da estruturação de escolas específicas para a educação do campo, Adão Francisco destacou a implantação da pedagogia da alternância, em que os estudantes passam um período definido na escola e, posteriormente, ficam o mesmo período em suas comunidades, levando os conhecimentos adquiridos. “Desta forma, as crianças não precisam acordar quatro e meia, cinco horas para ir à escola. No atual sistema, os alunos chegam para estudar já cansados, com sono e com fome, e isto reduz muito a capacidade de aprendizagem”, frisou.
A pedagogia da alternância, segundo o secretário, difere do simples sistema de educação rural, em que as escolas em regiões agrárias ofertam as mesmas disciplinas de unidades escolares urbanas, não valorizando o conhecimento específico necessário para aquelas comunidades.
Ao final do encontro, o vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da Contag, Willian Clementino da Silva Matias, destacou a importância na abertura do debate entre os movimentos sociais e a gestão estadual para o fortalecimento do processo educacional voltado para as regiões rurais do Estado. “A nossa questão é criar uma política estadual de educação do campo que leve em consideração todas as demandas”, disse.
Para o representante dos trabalhadores rurais, mesmo com muitos desafios a serem enfrentados, é possível estabelecer políticas públicas que beneficiem às comunidades campesinas do Tocantins.
Autor: AMZ Noticias com Luiz Melchiades