Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

Remédio amargo! Outra vez... Parem o mundo, eu quero descer!




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Nosso país nos últimos anos vem provando remédios amargos; em função de desmandos políticos, malversação de dinheiro público, rombos homéricos praticados contra instituições financeiras, o último, e  mais traumático, foi praticado, contra a  nossa galinha dos ovos de ouro, a Petrobras, empresa estatal de economia mista, cujo  acionista   majoritário é o Governo do Brasil.

 Seus dirigentes capitaneados por grupos políticos conseguiram literalmente quebrá-la, contribuindo desta forma, para aumentar o déficit nas contas públicas que chega à casa de 30,5 bilhões de reais.

O Governo Federal, depois do rebaixamento da nota de risco do Brasil por parte da agência Standard & Poor’s na semana passada. Isto foi à gota d’água, para que a presidente Dilma Rousseff, ativasse de forma emergencial, sua equipe econômica, com seus mestres em economia, para encontrar soluções, para problemas ocasionados por seus membros e grupos políticos, com tentáculos dentro e fora da Petrobras.

Conseguiram  em um passe de mágica, ressuscitar a famigerada CPMF (o imposto sobre movimentações  financeiras) pelo período de quatro anos, com alíquota de 0,2%, além de congelar  os reajustes dos servidores públicos federais por sete meses,  e cortar em quase 30%   os investimentos no Programa Minha Casa Minha Vida.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai sofrer cortes no trecho que trata do Minha Casa, Minha Vida, em R$ 4,8 bilhões,  outro absurdo, pois pessoas carentes necessitam dessas casas; pois em nosso país, existe um déficit habitacional astronômico.

É aviltante e imoral, ações intempestivas de Governo, na tentativa de salvaguardar a economia de um país, que se vê atolado em dívidas, praticadas por membros ligados ao próprio Governo e por grupos políticos, que, na tentativa de permanecer no poder, acabaram maquinando uma situação que era inevitável, praticado por seus pares.

Agora vem a tona o óbvio, o país está literalmente quebrado, até o maior dos céticos, visualiza a problemática da situação, e está estarrecido e preocupado com esta situação que é gravíssima, com direito a piorar.

O remédio encontrado, sem dúvida alguma, é amargo e caseiro, já provamos dele de 1997 a 2007. Agora com a ressuscitação do mesmo, o novo imposto, se é que podemos chama-lo de novo, deverá ser cobrado sobre as transações bancarias, para financiar integralmente os gastos da Previdência Social, com uma alíquota de 0,2%.

Pare o mundo, quero descer!

 

* Licio Antonio Malheiros é professor e geógrafo


Autor: Licio Antonio Malheiros


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