A Festa da Colheita do Capim Dourado acontece tradicionalmente há sete anos na Comunidade Mumbuca, no período do manejo sustentável do capim. Neste ano, a festa esta sendo realizada de 18 a 20 de setembro, no município de Mateiros, região do Parque Estadual do Jalapão. Durante os três dias de festa, os visitantes poderão participar de atividades como rodas de conversa, apresentações musicais, cantigas de roda, entre outras.
A Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), por meio da diretora de Tecnologias Sociais e Biodiversidade, Marta Barbosa, participa da Rodada de Conversa com o tema: Sociobiodiversidade e as Comunidades Tradicionais. A rodada acontece no sábado, 19, às 14h.
De acordo com a diretora, o capim dourado só pode ser colhido entre 20 de setembro e 20 de novembro para que não entre em extinção. A colheita é regulamentada por lei que proíbe a saída do material "in natura" da região. “Somente em peças já produzidas pela comunidade local, visando assim à sustentabilidade ambiental, social e econômica do local”, ressalta Marta Barbosa.
Uma das principais atividades programadas para quem participa do evento é o roteiro de base comunitária – com visita à vereda para demonstração da colheita do capim dourado, com um condutor de turismo local; seguido do café com prosa tendo a participação das famílias tradicionais quilombolas e oficina demonstrativa de artesanato em capim dourado. O roteiro também será no sábado, às 9h e às 16h.
Durante a festa acontece ainda a feira de produtos artesanais que, além das tradicionais peças de capim dourado do povoado Mumbuca, vai contar com os trabalhos dos povoados do Prata, Boa Esperança, Carrapato, Rio Novo e Fazenda Nova.
Resgate cultural
O objetivo da festa é apresentar a história e a cultura da Comunidade, seu conhecimento da arte do capim dourado, assim como suas lendas, música e tradições. Busca o resgate dos valores originários de sua cultura que se representam ‘por meio de diversas manifestações artísticas, além do artesanato em Capim Dourado e palhas de Buriti, com a música cantarolada em rodas pelas crianças e adultos ao som de instrumentos produzidos artesanalmente como a viola de buriti e o tambor que embalam o ritmo da Suça e do Congado.
Com estas manifestações que a comunidade recebe os turistas no período da festa que movimenta e integra os povos habitantes tradicionais da região do Jalapão, com objetivo de se preservar e resgatar suas heranças culturais trazidas de geração em geração.
Autor: AMZ Noticias com Lenna Borges