S�bado, 25 de Julho de 2026

O deputado federal Júlio Campos lamenta morte do "Papa da Constituição Espanhola"




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O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) manifestou voto de pesar e de solidariedade ao povo espanhol pelo falecimento de Dom Manuel Fraga Iribarner, que foi presidente da junta de Galícia por cerca de 15 anos e criador do Partido Popular (PP), legenda com raízes liberais que assumiu recentemente o Governo Espanhol e que se equipara no Brasil com a filosofia do Democratas. Intitulado por Júlio Campos por “Papa do Parlamento e da Constituição Espanhola”, Dom Manoel faleceu no último dia 15 de janeiro, aos 90 anos.

“Em meu nome pessoal e em nome do estado de Mato Grosso, que tem muita afinidade com a Galícia, assim como o estado da Bahia, em nome do povo brasileiro, eu quero prestar uma homenagem de profundo pesar ao povo galego e espanhol pela grande perda da morte desse grande líder político que foi Dom Manuel Fraga. Minha homenagem sincera a esse grande líder da política Espanhola”, afirmou Júlio Campos ao destacar a trajetória política de Dom Manoel.

De acordo com informações da assessoria de imprensa, a aproximação de Júlio Campos com o líder espanhol ocorreu quando o parlamentar mato-grossense participou de um evento na Galicia na condição de vice-presidente do Senado. “O tratamento carinhoso que ele tinha com o Brasil, e, principalmente, com o estado da Bahia, onde há uma grande colônia de espanhóis descendentes da Galicia era muito grande. Eu pude testemunhar o apreço e o carinho”, recorda Campos.

Trajetória

Dom Manoel Fraga Iribarner nasceu em Vilalba, na Espanha, de 1922. Foi ministro da Informação e do Turismo de 1962 à 1969. No período do Governo do presidente Franco, foi um importante nome no período de transição para a democracia daquele país. Foi responsável pela elaboração da nova Constituição do Reino da Espanha; presidente da junta de Galícia durante 15 anos, de 1990 à 2005; e senador das Cortes Gerais eleito pelo Parlamento de Galicia.

Com licenciatura em Direito e Ciências Políticas Econômicas, Dom Manoel iniciou suas atividades políticas em 1952, como Secretário-Geral do Instituto de Cultura Hispânica e ocupou vários cargos das áreas da Educação e Cultura. Em 1962, foi nomeado ministro da Informação e do Turismo, momento em que a Espanha tornou-se uma das grandes potências do Turismo Mundial.

Em 1973, foi nomeado embaixador da Espanha no Reino Unido e regressou ao seu país dois anos depois para reintegrar o Governo da reinstaurada monarquia, como vice-presidente responsável pelos assuntos internos. Em 1977 à 1978, fez parte do grupo que redigiu a Constituição Espanhola, “Os lós padres da La Constituição”.

“Ele fundou a aliança popular a antecessora do Partido Popular (PP), cuja liderança vinha desde 1987, quando eleito deputado ao Parlamento Europeu, partido associado ao nível de Brasil, ao meu partido, os Democratas, já que temos a mesma filosofia de luta em defesa da democracia do nosso país”, observa Júlio.

Desde a transição democrática, Dom Manoel foi eleito deputado pela comunidade de Madrid nas eleições de 1977/ 1979/ 1982/1986. Em 1989, liderou a lista do Partido Popular às eleições regionais da Galícia, sendo com maioria absoluta tornando-se presidente da Junta.

O êxodo eleitoral veio repetir-se nas três eleições seguintes. Em 1993, 1997 e 2001, aos 82 anos, nas eleições regionais galegas, em junho de 2005, perde por um deputado a maioria absoluta, e, com isso, abandona a presidência da junta.

Publicou 87 livros em castelhanos e 12 em galegos, considerado um dos papas do Parlamento e da Constituição Espanhola.

 


Autor: Olhar Direto


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