Segundo o escritor evangélico Jim Wilson, “Amargura é um ressentimento acondicionado e acariciado no coração; sabor amargo; sofrimento; aflição causada por outra pessoa”.
Em Efésios 4.31-32, o Apostolo Paulo nos orienta a despojarmos de toda amargura, pessoas amarguradas apresentam através das ações um sentimento que ocupa o íntimo e se ramifica por todas as áreas do nosso ser.
A bíblia apresenta pessoas que padeceram este mal (Jonas é um exemplo). Gostamos de guardar rancor contra as pessoas, mas o apóstolo Paulo em Ef. 4 ordena que nos livremos de toda amargura e que nós devemos manter uma atitude de compaixão em nossos corações.
O texto nos exorta a livrar-nos de toda amargura para sermos benignos, compassivos uns com os outros. Amargura é erradicada de nossas vidas quando reconhecemos em nós. É fácil reconhecer relativamente à amargura nos outros, mas precisamos ver em nós para solucionar.
Muitas vezes os fatos que nos levam a sentir amargura contra outrem sejam apenas imaginários. Suponhamos que uma pessoa cometa um pecado, após sentirá (amargurado ou culpado?) com certeza culpado por ter pecado. Suponhamos que alguém levantou uma calunia contra essa pessoa, espalhando entre todos. O que ele sentirá? (Culpa ou amargura?) amargura, pois sentimos culpa quando pecamos e amargura quando alguém peca contra nós.
Quando pecamos e nos sentimos culpados, podemos compreender a necessidade de confessar e abandonar o pecado. O que fazer com amargura? Ela fundamenta-se no pecado cometido por outrem (pecado esse que pode ser real ou imaginário). Quantas vezes sentimos amarguradas por saber de algo que uma pessoa falou, e esperamos que esta pessoa nos procure para pedir perdão e ela não vem?
Será que precisamos passar o resto da vida com este sentimento? É claro que não precisamos buscar a solução. Amargura não depende da extensão do pecado, mas do quanto este pecado nos fere. A amargura está relacionada às pessoas que mais gostamos e nos rodeiam (Pais, irmãos, cônjuges filhos, colegas, sócios, há alguns que se amarguram contra Deus).
A amargura pode acontecer com coisas pequenas que nos afetam como: (hábitos diferentes).Há sempre uma razão para amargura que precisa ser identificada e tratada urgente.
Precisamos lutar para que amargura não nos prejudique. Em Hb. 12.15 O autor descreve a amargura como uma raiz, raiz é algo que não vemos, mas sabemos que existe, nos exortando a temos cuidado para que a raiz da amargura não se manifeste e cause problemas.
A amargura pode mexer com uma comunidade, por isso devemos ter cuidado por não deixar envolver- se e contaminar outras pessoas.
Às vezes somos levados a guardar no íntimo a amargura e o rancor e contaminar os que estão em nosso redor. Mas Deus nos exorta que precisamos arrancar a raiz da amargura, pois a graça de Deus é melhor para nós. Precisamos rendê-la ao pai por meio de Jesus, se você der lugar à amargura e não procurar removê-la ela se tornará pecado. Como saber que ela está em você?
Quando canalizamos toda nossa visão para os erros e defeitos dos outros e nos lembramos com detalhes às coisas que nos magoaram (ações, palavras e gestos passados). Não devemos guardar rancores dentro de nós. Não podemos passa-los aos outros. O que precisamos fazer é confessar e reconhecer como um pecado. Assim podemos adquirir o perdão e o livramento da amargura pelo nosso Deus.
*Dalmo Cruz Mendonça é Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil com especialização em Teologia e Filosofia.
Autor: Dalmo Cruz Mendonça