O jovem José Matheus da Cunha, de 19 anos, natural de Vila Rica, filho caçula do Pastor da Assembleia de Deus Madureira, Eurico da Cunha e da Missionaria Esmerada Cunha, foi atingido na testa por uma barra de ferro dentro da sala de aula da escola em que estuda no Setor Marista, bairro nobre de Goiânia. Segundo o aluno, o objeto caiu de uma obra que fica ao lado do colégio. Câmeras de segurança do colégio registraram o momento do acidente.
O caso aconteceu no final de setembro deste ano. As imagens de circuito interno mostram o jovem sentado em uma mesa com mais dois colegas. Eles são surpreendidos pela queda da barra de ferro, que quica ao cair no chão e atinge José Matheus quando ele tenta se proteger.
Assustado, o aluno se levanta da mesa e sai andando com dificuldade. Em seguida, colegas o ajudam a sentar. O jovem volta a se levantar e, após alguns passos, desmaia. No vídeo é possível ver que vários colegas se desesperam e tentam socorrer o rapaz, que sai carregado.
O estudante ficou dois dias hospitalizado. Ao sair da unidade de saúde, ele ficou mais duas semanas de repouso em casa.
José Matheus disse que teve medo no momento em que foi atingido. “Do nada eu só lembro de ouvir o barulho, depois algo acertou minha cabeça, depois não me lembro de mais nada”, conta o jovem.
Obra sem proteção
Testemunhas disseram à advogada do estudante, Helen Girardi, que a barra de ferro caiu de um prédio em construção, ao lado do colédio onde José Matheus estuda. Além disso, afirmaram que a obra não tinha tela de segurança na época do acidente.
O uso do item é fundamental para evitar que objetos caiam da obra e atinjam vizinhos e quem passa pela rua. “Nós vamos entrar com uma ação na Justiça contra a construtora pedindo uma indenização por danos morais e materiais, em razão da negligência por ela não ter adotado todas as medidas de segurança na obra”, afirmou a advogada.
O jovem faz cursinho pré-vestibular e pretende ser médico. Mesmo após o acidente, ele fez as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último fim de semana. “A gente se dedica tanto para algo e, há um mês do Enem, isso acontece, mas só tenho que agradecer a Deus”, diz José Matheus.
Em nota à TV Anhanguera, a diretoria do Colégio Millenium Classe, onde o caso aconteceu, informou que a construtora prestou toda assistência e pagou o tratamento do aluno.
A Construtora EBM informou que o caso foi uma fatalidade, pois conta com todos os itens de segurança e que, após o caso, reforçou ainda mais todas as medidas de proteção.
Autor: AMZ Noticias com TV Anhanguera